Fiquei encantado com a leveza com que o poema flui e, depois, o tema e o tom, de sabor andalusino.
Não resisti a pedir autorização ao autor para o publicar aqui e incluo ainda esta sua marca pessoal, que tem a ver com o processo de construção do poema - o rascunho.
Obrigado a, © as musas esqueléticas.
DE UM LUGAR QUE SEI
Queria mostrar-te os árabes
há mil anos ali. Fingem que estão
mortos para todo o sempre,
quando a água como o tempo
nos lembra que somente dormem
entre sombras e aragens de verão,
uma imagem de oásis,
uma ideia romântica
com que fugimos às dores do mundo
em parto com certeza demorado.
Mesmo assim dormiriam, aceitemo-lo,
e a lenga-lenga, a música
da voz dos seus poetas e alaúdes
seria o que quisesses, se estariam
ali para atrair os teus ouvidos
com música cristã, gazela esguia.
© as musas esqueléticas
- Rascunho 13.7.04
- Queria mostrar-te os árabes
há mil anos ali. Fingem que estão
mortos para todo o sempre,
quando a água como o tempo
nos lembra que somente dormem
entreassombras earagemaragens de verão,
uma imagem de oásis,
uma ideia romântica
com que fugimosao mundo em convulsõesàs dores do mundonumem parto com certeza demorado.
Mesmo assim dormiriam, aceitemo-lo,
e a lenga-lenga, a música,a monorrima
da voz dos seus poetas e alaúdes
seria o que quisesses, se estariamali para atrair, gazela esguia,com música cristã, os teus ouvidos.
ali para atrair os teus ouvidos
com música cristã, gazela esguia.
P.S. - Não termino sem antes vos dar a conhecer O Monstro das Bolachas, na forma como o Jaquinzinhos nos faz sentir o peso da burocracia.
P.S.2 - Cheguei agora do concerto dos XUTOS, em Silves.
