terça-feira, outubro 12, 2004

Monfortinho

© http://www.monfortur.pt/prod01.htm

A flora exuberante, a quietude sonâmbula, a limpeza asséptica, próprias das localidades termais. Os hotéis e seus reconhecíveis utentes. Os residentes, que exercem o seu comércio ou prestam os seus serviços, mas que, eventualmente, nunca usufruíram de uma repousada estadia nas suas termas ou de um tratamento termal como o que se documenta.

www.monfortur.pt


segunda-feira, outubro 11, 2004

Monsanto

Monsanto, Outubro 2004, © António Baeta Oliveira
Monsanto

Como um ninho de águias sobre o grande vale, rasgando os inóspitos penhascos onde o granito impera, aí se impôs o homem de Monsanto, construindo um lar.

P.S.
O meu olhar sobre Monsanto, aqui.


sexta-feira, outubro 08, 2004

Penamacor

Penamacor, torre sineira e pelourinho, Outubro 2004, © António Baeta Oliveira
Penamacor - torre sineira e pelourinho

Alcandorada, observando a serra como que a exigir respeito pelo seu medievalismo, na afirmação da sua torre sineira, de prevenção e rebate, na imponência do pelourinho, a ameaçar os incautos.

P.S.
De Penamacor, Manteigas e da Torre (Serra da Estrela) há mais imagens aqui.


quinta-feira, outubro 07, 2004

Belmonte

Do enigmático edifício de vários pisos de Centum Celas, até à vetusta porta de pedra do Castelo de Belmonte, marcada pelo tempo, de onde se adivinha o harmonioso anfiteatro contemporâneo, imitando os gregos, passearam tantos olhos, como os meus, surpreendidos pelo equilíbrio das formas, pela perspectiva dos volumes, pela expressão artística do Homem na sua incessante procura do belo.

Centum Celas, Outubro 2004 © António Baeta OliveiraCastelo de Belmonte, Outubro 2004 © António Baeta OliveiraAnfiteatro no Castelo de Belmonte, Outubro 2004 © António Baeta Oliveira

P.S.
Há mais fotos de Belmonte aqui.

As minhas preocupações antes da saída de Marcelo Rebelo de Sousa continuam as mesmas depois da saída de Marcelo Rebelo de Sousa ou da sua eventual reentrada noutro canal de comunicação. Esta "política" continua.


quarta-feira, outubro 06, 2004

Egitânea

As Portas de Egitânea, Outubro 2004, © António Baeta Oliveira
As portas de Egitânea

Sabeis como é!?

Passar as portas da romana Civitas Igaeditanorum, velha de vinte séculos, ou da Egitânea visigoda do séc. VI. Saber que caminho sobre as mesmas lajes que outrora foram pisadas por outros pés, então vivos, que carregavam cuidados e afectos semelhantes aos meus, porque humanos, hoje, neste cenário arqueológico, despido de outra vida que não a minha, na tarde quente de um Outono por chegar, nestas terras de Idanha-a-Velha.

P.S.
Pode aceder a mais das minhas fotos de Egitânea (Idanha-a-Velha) clicando aqui.

À margem do texto sobre a Egitânea, permitam-me que divulgue este alerta de uma amiga, a propósito do apelo de Kofi Annan, a todos os países membros das Nações Unidas, para que o apoiem nas decisões da Organização e sua implementação em todo o mundo. O Secretário-Geral pede apoio para agir.

O alerta agora é meu, para a leitura de Balanço Patriótico, em Almocreve das Petas, em tempo de comemorações do 5 de Outubro.


segunda-feira, outubro 04, 2004

Silves, em marcha contra o cancro

Gostei de viver hoje a minha cidade.

Pela quarta vez consecutiva, já la vão quatro anos, a Associação Oncológica do Algarve organizou a MamaMaratona, uma marcha de carácter lúdico e desportivo num percurso pedestre de extensão variada, conforme a opção dos marchadores.

O valor obtido com as inscrições, os donativos, os apoios das mais diversas empresas e instituições, a venda de T-shirts, bonés e outros materiais, servirá à construção de uma Unidade de Medicina Nuclear e à divulgação da necessidade do diagnóstico precoce do cancro da mama.
E é uma festa, uma alegria, ver as ruas e os arredores cheios de gente (cerca de duas mil pessoas) de todas as idades, marchando "contra o cancro".

Este ano juntou-se à festa o 1º Passeio a Cavalo e Atrelagem, incluído numa interessante iniciativa da edilidade - a 1ª Mostra d'O Saber Fazer do Concelho - a emprestar um outro colorido, com este passeio de algumas dezenas de cavalos e respectivos cavaleiros e amazonas, que se cruzaram com os marchadores.
Assim, apetece dizer que: "Silves tem mais encanto!"


segunda-feira, setembro 27, 2004

A essência do amor

Este será o meu último post de Setembro, pois irei ausentar-me até ao fim-de-semana por terras da Serra da Estrela. Não, não vou pelos desportos de Inverno. :-)
Marcamos encontro aqui, no blog, na próxima segunda-feira.

Entretanto, deixo-vos com um poema de إبن حزم - Ibn Hazm (sécs. X-XI), de Córdova.
Referindo-se à "Essência do Amor", no seu primeiro capítulo de "El collar de la paloma", fala-nos de um seu amigo caído nas malhas de uma absorvente e desesperada paixão e de quem, ao desejar-lhe o consolo divino, vendo-o assim tão triste, cabisbaixo e taciturno, não recebeu senão sinais de um marcante desagrado. Sobre uma situação semelhante teria, algum tempo antes, composto este poema:


  • Oh esperanza mía! Me deleito en el tormento que por ti sufro.
    Mientras viva, no me apartaré de ti.
    Si alguien me dice:«Ya te olvidarás de su amor»,
    No le contesto más que com la ene y la o *.


P.S.* - “la ene y la o” quer dizer no, em castelhano, não, em português. No original está, naturalmente, “el lam y el alif”, o ل (l) e o ا (a) - لا (la), as letras que formam a negação. (Nota de edição, adaptada pelo a(post)ador).