sexta-feira, abril 01, 2005

Finalmente!


Nunca mais será assim.
Finalmente o BLOGGER renovou-se com um grafismo de fazer inveja, mas sobretudo acabando definitivamente com as dificuldades de acesso aos "comentários", as indisposições a que a zona de "posting" era frequentemente acometida, gerando duplicação de posts e dificuldades acrescidas de publicação, as perdas de templates, as inacessibilidades temporárias, por tempo indeterminado, os (as)...

Acabaram as dificuldades e as nefastas perdas de tempo.

Daqui para o futuro será mais fácil blogar.

quinta-feira, março 31, 2005

Van Gogh


Ontem (entre as 13 e as 14 horas, tempo em que me pude disponibilizar), apesar da melhor das minhas intenções, o BLOGGER não permitiu que eu me associasse às comemorações do aniversário do nascimento de Van Goog(h)le.
Mais vale tarde do que nunca, sempre ouvi dizer.

Mas o que realmente me vai incomodar hoje, 31 de Março, é a exposição pública, em tribunal, de mais duas mulheres, desta vez em Setúbal, acusadas da prática do aborto, só porque a lei ainda funciona apesar de ninguém acreditar na sua aplicação. É esta a hipocrisia de uma sociedade que se diz baseada no direito.

quarta-feira, março 30, 2005

Mil e uma pequenas histórias

 Clique para comprar

Recebi hoje, pelo correio, o que significa que ainda não tive oportunidade de ler, mil e uma pequenas histórias, de Luís Ene, o tal dos blogs Ene Coisas e mil e uma pequenas histórias.
Trata-se de uma edição, em papel, de histórias previamente divulgadas no seu blog com o mesmo título.
Assim como eu, também pode fazer a encomenda à cobrança ou pagamento online; basta clicar na imagem que reproduz a capa do livro.
Que melhor forma tenho de o divulgar, que a de publicar aqui uma dessas histórias!? É o que vou fazer.
Tive dificuldade em escolher, porque ainda só li muito poucas, mas a primeira pareceu-me longa, a segunda tinha qualquer coisa que já nem me lembro o quê, a terceira voltou a ser longa e decidi: a nº13, se não for longa. Não era.

  • 13

    Um destes dias, subitamente, faleceu no seu leito o senhor João Anódino, aos 90 anos de idade. A sua vida foi simples e sem história, tão simples e tão sem história, que a única pessoa presente no funeral não soube o que dizer. Quem não gostou foi o coveiro que não passava sem ouvir um elogio fúnebre. Ficou tão triste que se embebedou e caiu numa cova aberta.

Valeu?!

terça-feira, março 29, 2005

Restos da "Semana Santa"

Procissão da Páscoa em efeito de carimbo, Silves, Março 2005, © António Baeta Oliveira

  • Ao lento caminhar das procissões

    Agita-se o relevo escuro às multidões,
    Sobre a praça ofegante...
    Treme, no céu fanado, a luz bruxuleante
    Da lâmpada mortiça, onde oscila o poente...
    Num fúnebre arrepio, as velhas procissões,
    Caminham lentamente.

    (...)

João Lúcio
Poesias Completas
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa 2002

sexta-feira, março 25, 2005

N'A Montanha Mágica


Ainda eu não conhecia outra, além da de Thomas Mann, e já Luís, a 25 de Março de 2003, a utilizava para se referir a Muhsin Al-Ramli, a propósito do Iraque em "tempo de pólvora".

Descobri os blogs, iniciei o meu próprio e desde aí A Montanha Mágica é lugar da minha leitura diária, onde exercito as minhas "reflexão e contemplação" e onde me deslumbro nos textos e nas imagens.

PARABÉNS!
Bem haja!

quinta-feira, março 24, 2005

ÁGUA (II)

Chuva no saguão do meu escritório, Março 2005, © António Baeta Oliveira
Efémera e saudosa, a chuva, ontem de manhã, no saguão junto ao meu escritório.

quarta-feira, março 23, 2005

ÁGUA


A comemoração, a seca, as notícias mais ou menos alarmistas dos jornais e o GOOGLE quase me forçam a falar sobre a água: a sua falta e a sua aparente abundância.

Quanto à falta, a evidência já afecta pessoas, animais e colheitas no dia-a-dia e a seca parece prolongar-se por tempo nunca antes atingido, nesta nossa época de registo sistemático e estatístico.
Quanto à aparente abundância, pelo menos neste meu Algarve, a evidência está nas barragens que se dizem necessárias e que não mais se constroem, nas piscinas privadas que irrompem por todo o lado, nos campos de golfe (hodiernos latifúndios do turismo, a gerar "sede" de mais e ainda mais, numa monocultura criadora de dependências), sem regulamentação quanto à utilização de água potável, nos aquíferos que já apresentam níveis de risco e contudo perdem quantidades enormes de boa água nos seus afloramentos de superfície, correndo para os rios e para o mar.