
A 22 de Setembro de 2003, neste blog, comentava uma visita à Serra de Silves depois do fogo de 14 de Agosto desse mesmo ano. Podeis ler aqui esse comentário.
Esta semana, pelas 09h00 da manhã de 16 de Abril, a partir da Quinta Pedagógica da Serra de Silves, o APARTE/Racal Clube, espaço de dinamização cultural em que me integro, sugere, numa chamada de atenção para a riqueza e os problemas da serra algarvia, uma proposta de itinerário para a 4ª Batida Fotográfica APARTE /Racal Clube - A Serra de Silves. Pode obter informações mais detalhadas clicando no link associado à expressão sublinhada, atrás.
Se estiver no Algarve nessa ocasião, terá oportunidade para se debruçar sobre propostas temáticas como o fogo, a seca, a reflorestação, a fauna, a flora, os produtos, os residentes e a economia local, o lazer, a paisagem, e partilhar depois a sua experiência num convívio serrano, em volta da mesa do almoço. Não esqueça de reservar o seu lugar, de acordo com as informações que pode recolher no link já atrás referido.
Permito-me ainda insistir na Serra, propondo a leitura de alguns textos da minha lavra, com datas de 15 de Agosto e 22, 23, 24 e 25 de Setembro de 2003, a partir deste link.
terça-feira, abril 12, 2005
Fotografar a Serra de Silves
segunda-feira, abril 11, 2005
Qual herói grego
Paulatinamente, post a post, comentário a comentário, dia após dia, mês após mês, contra a má vontade e os frequentes obstáculos impostos por um BLOGGER todo poderoso, consegui repor todos os comentários do template anterior, retrocedendo no tempo, até Janeiro de 2004.
Já só me faltam seis meses de comentários para a recuperação total.
Se por estes dias encontraram ou vierem de futuro a encontrar a seguinte asserção - Comments have been disabled on this post - podeis estar seguros de que, na rectaguarda, há alguém que luta por repor comentários que se julgavam perdidos, intrepidamente, apesar do impedimento de prosseguir a tarefa até à madrugada seguinte.
sexta-feira, abril 08, 2005
Um conto a fazer de conta
Jack quase que se mordia de desespero com o incómodo que aquilo lhe provocava. Só um longo banho conseguia aliviar-lhe tamanha tensão.
Isto acontecia-lhe frequentemente quando se dirigia ao restaurante, ao aproximar-se pelas traseiras a partir da rua onde morava. Também várias vezes se confrontou com aquela situação quando lhe dava para deambular pela cidade, sem destino definido, enquanto aguardava a saída de Louis, o seu melhor amigo, que frequentava a Universidade.
Uma tarde até, na sequência de um encontro com Linda, lhe aconteceu o inesperado. Tinham saído para a periferia da cidade e entraram no parque. Nessa tarde aprazível, inocentemente, fizeram amor e banharam-se depois nas águas refrescantes de um pequeno curso de água que havia por perto. Deitados ao sol, sobre a relva, depararam-se com o que temia. Eis que se aproximavam, ameaçadores.
Fugiram precipitadamente até que os perderam de vista. Já próximo de casa, despediram-se com um beijo, seguindo cada um para seu lado.
Foi a partir desse dia que passou a estranhar o comportamento de Linda.
Uma noite, nas imediações do beco onde se acumulavam os contentores de lixo da vizinhança, viu-os chegar. Um autêntico gang. Trajavam roupagens escuras, muito semelhantes, talvez até iguais umas às outras, feitas de um material que brilhava, mesmo à luz mortiça do candeeiro de rua. Linda vinha com eles.
Essa noite foi um horror. Sonhou. E o sonho agigantava as dimensões. Pareciam-lhe negros, enormes vampiros, chupando-lhe o sangue.
No dia seguinte Louis chamou-o e colocou-lhe, em torno do pescoço, uma fita colorida. Sorriu e disse-lhe:
- «Vais ver como eles fogem.»
Nesse final de tarde, regressando a casa, pelo beco, eles ali estavam de novo. Só lhe ocorreu fugir, mas concentrou-se nas palavras de Louis e avançou para eles, determinado. Sentiu que um frémito de hesitação atravessou o gang, de olhos postos na sua fita colorida. Linda aproximou-se. O grupo de "vampiros" adquirira a sua dimensão real e afastava-se, receoso. Linda, a seu lado, parecia a mesma que ele sempre conhecera: terna, afável, compreensiva.
Subitamente, Linda como que fungou, tossiu e esquivou-se, sem nada comentar.
Ao chegar a casa quis falar a Louis do sucedido, mas nada conseguiu dizer. Lembrou-se então que, também ele, fungara e tossira, incomodado com um certo cheiro irritante, um odor a gasolina, a que se fora habituando ao longo do dia.
Na manhã seguinte, no caminho para a Universidade, Louis desviou-se do percurso habitual. Seguiu-o. Alguns passos adiante avistaram a casa de Linda. Ela estava à porta e recebeu-os com alegria.
Louis parou, retirou da algibeira uma fita colorida, semelhante à de Jack, e colocou-a cuidadosamente ao pescoço de Linda.
Jack e Linda agradeceram a oferta que os libertava definitivamente daquele gang de pulgas e pulgões, lambendo-lhe as mãos. Quase em coro, ainda articularam um "obrigado", enquanto Louis se afastava:
- «Ão, ão...!»
quarta-feira, abril 06, 2005
Passe a Pobreza a História
Não sei se a fitinha branca no canto superior esquerdo do blog, de tão discreta, conseguiu despertar o interesse de quem por aqui aparece.
MAKEPOVERTYHISTORY, neste ano de 2005, em que o governo britânico acolhe a cimeira do G8 e assume a presidência da União Europeia, é uma oportunidade muito plausível para pressionar, com sucesso, os grandes líderes mundiais a acabar com a pobreza global.
Visite o site da MAKEPOVERTYHISTORY e apoie este movimento, bem como a ACT!ONAID, enviando emails e postais a Tony Blair ou George Bush, divulgando a iniciativa com a aposição da fitinha branca no seu site ou blog e adquirindo para seu uso pessoal uma fitinha branca, não virtual, usando-a no seu próprio pulso, chamando a atenção dos seus amigos e dos que consigo convivem no dia-a-dia.
Eu procedo dessa forma, lutando pelo cancelamento da dívida internacional dos países em vias de desenvolvimento e por mais justiça nas trocas comerciais.
MAKEPOVERTYHISTORY
terça-feira, abril 05, 2005
Vossemecê disse "Rali"!?
No passado fim-de-semana, com um Rally de Portugal em terras algarvias e duas provas de classificação denominadas "Silves", resolvi meter-me à serra com alguns amigos.
Fiquei boquiaberto com a quantidade de gente, de Norte a Sul do país, que se desloca em busca destes eventos, suponho que com alguma regularidade pelo aparato dos meios de que dispõem para ficar de noite e manter-se por alguns dias acompanhando esta manifestação desportiva.
As imagens abaixo, se bem que batidas sobre diversos locais, são fotografias tiradas a propósito da mesma prova de classificação. Suponho que noutras provas esta movimentação possa ser maior ou pelo menos idêntica, já que há outros atractivos como os reabastecimentos, as partidas e as chegadas, sem os inconvenientes que podem trazer os caminhos rurais e as suas surpresas; os meus amigos que o digam, a propósito do mau estado dos caminhos de acesso ou da passagem do pequeno curso de água, a vau.

Apesar de tudo ainda há quem, se bem que instado pela curiosidade, revele algum alheamento, mesmo em cima do seu próprio telhado e sujeito ao pó, à enorme nuvem de pó que tudo cobre à passagem de cada concorrente.

segunda-feira, abril 04, 2005
Um olhar sobre nós e sobre a democracia
Günter Grass, o Nobel da Literatura em 1999, visita o Algarve, preferencialmente na Primavera e no Outono, há mais de duas décadas.
Entrevistado por ocasião de uma sua exposição de litografias, a ilustrar contos de Hans Christian Andersen, no Centro Cultural de São Lourenço, respondia assim a algumas questões da entrevistadora, Malin Löfgren:
(...)
- Acha que a região tem vindo a mudar muito desde que começou a passar aqui as suas férias?
- Sim, sem dúvida. Essa modificação começou depois da chamada Revolução dos Cravos, quando o país se abriu. E tivemos a esperança de que Portugal não copiasse os erros dos espanhóis. Mas, infelizmente, as pessoas tendem a repetir os mesmos erros. E assim construiu-se desmesuradamente ao longo de grandes extensões de costa. Também a paisagem se alterou com os numerosos campos de golfe, de uma forma que já não tem nada a ver com Portugal. Podia-se estar noutro sítio diferente. E esses campos de golfe são prejudiciais para a região, porque fazem gastar muita água. E isso faz descer sempre o nível dos lençóis de água subterrâneos. Como esta região, de tempos em tempos, tal como acontece presentemente, é ameaçada por secas, esta é uma maneira muito irresponsável de lidar com a terra. É de lamentar.
(...)
- Sendo uma pessoa com uma preocupação social, política e cultural, como descreve o seu engajamento?
- ... com a globalização, e paralelamente com o chamado neo-liberalismo, os Parlamentos, que são verdadeiramente os únicos órgãos eleitos em todas as democracias, têm sido, cada vez mais, despojados de poder. Na Alemanha, pode observar-se isto muito claramente e creio que noutros países também. A ingerência da economia, dos bancos, embora não estejam democraticamente legitimados, tornou-se tão forte que algumas decisões saídas dos Parlamentos se parecem mais com demonstrações de impotência. No fundo, este é o maior perigo que existe actualmente para a democracia. É que ela se transforme numa farsa. É que as pessoas se dêem conta que votam todos os quatro ou cinco anos, mas as decisões já não são tomadas nos Parlamentos, mas sim nos lobbys, nas sedes das grandes empresas industriais, de forma global, e que eles não passam de peões no jogo da economia. Este é o maior perigo para a democracia, desde que as ideologias foram desfeitas. Depois do fascismo e do comunismo ortodoxo, ficou o capitalismo como o último verdadeiro perigo, a ameaça, capaz de minar os fundamentos da democracia.
(...)
P.S.
Sobre o falecimento do Papa remeto-vos para um post que publiquei, em 7 de Outubro de 2003, sob o título Como os que escondemos... longe da vista....
sexta-feira, abril 01, 2005
Finalmente!
Nunca mais será assim.
Finalmente o BLOGGER renovou-se com um grafismo de fazer inveja, mas sobretudo acabando definitivamente com as dificuldades de acesso aos "comentários", as indisposições a que a zona de "posting" era frequentemente acometida, gerando duplicação de posts e dificuldades acrescidas de publicação, as perdas de templates, as inacessibilidades temporárias, por tempo indeterminado, os (as)...
Acabaram as dificuldades e as nefastas perdas de tempo.
Daqui para o futuro será mais fácil blogar.