quinta-feira, agosto 04, 2005

Odeceixe à noite

Odeceixe, Verão 2005, © António Baeta Oliveira

É pelo final da tarde e início da noite que os restaurantes, os bares, os largos, as ruas se agitam, num frenesim que desmente a calma e o sossego da tarde (não patente na fotografia, pois tive que aguardar um momento menos agitado, para poder prolongar um pouco a duração da exposição). Também ainda não era Agosto, o mês das grandes invasões, se bem que em nada se comparem com as que acontecem no litoral algarvio.
Odeceixe renovou-se arquitectonicamente. A intervenção neste largo, em minha opinião, conserva os sinais mais identificativos da sua memória, mantendo o fontanário e algumas árvores, e devolve a praça pública à fruição dos seus residentes e visitantes, afastando as viaturas a partir das 8 da noite. Saibam os proprietários dos edifícios que rodeiam o largo manter as suas fachadas, apesar de algumas alterações menos felizes nos finais dos anos 70 e princípos de 80.
Odeceixe, Verão 2005, © António Baeta Oliveira

Na noite de 27 choveu (situação ímpar neste prolongado tempo de seca) e todos procuraram abrigo sob os toldos, deixando o largo vazio.
Bati a foto a preto e branco para evidenciar os reflexos da iluminação pública. Aí está agora, mais visível, o fontanário que mencionei atrás, já sem a inestética companhia da cabine telefónica de outrora.

P.S.
Termino aqui esta série de posts sobre a minha semana de férias por Maria Vinagre e Odeceixe.
Amanhã trar-vos-ei um novo conto.

quarta-feira, agosto 03, 2005

Odeceixe

Odeceixe, Verão 2005, © António Baeta Oliveira

A ribeira de Seixe encontra a sua foz na Praia de Odeceixe.
Odeceixe, vila, ainda dista alguns quilómetros da praia, num trajecto junto ao rio (ao fundo, na foto, divisa-se o casario branco da vila).

Odeceixe 2005, © António Baeta Oliveira   Odeceixe 2005, © António Baeta Oliveira   Odeceixe 2005, © António Baeta Oliveira

Odeceixe tem casinhas coloridas e brancas, bem equilibradas, recantos com graça. É aqui que se hospedam os turistas e veraneantes, clientes da oferta turística, a maior riqueza económica da vila.
Odeceixe 2005, © António Baeta Oliveira


A tarde é quente, arrastada, a lembrar o Alentejo ali ao lado (na outra margem do rio). Só à sombra se encontra acolhimento, depois da sesta, antes ainda dos frequentadores da praia começarem a regressar.

terça-feira, agosto 02, 2005

Praia de Odeceixe

Odeceixe, Verão 2005, © António Baeta Oliveira

A Praia de Odeceixe é este trecho de paraíso sobre o mar, na Costa Vicentina, no oeste algarvio, a poucos quilómetros de Maria Vinagre.

Vi as minhas filhas crescer aqui, em cada verão. A semana passada partilhámos, ao sol, esses prazeres da praia e recordámos episódios de outras épocas onde o crescimento também acontecia no contacto com amigos, das mais diversas paragens, nos interesses partilhados, na exuberância da adolescência, no despertar dos sentidos.
Odeceixe será sempre um lugar da nossa memória familiar.

P.S.
Para os que, de Maria Vinagre, só conhecem as casas junto à EN120 :-), aqui têm Maria Vinagre, vista do espaço, o que certamente não acontece com muitas outras localidades por esse mundo fora, num serviço de earth.google.com.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Maria Vinagre

Maria Vinagre, © António Baeta Oliveira

Em Maria Vinagre nasceu a minha mulher; mais exactamente na Baía dos Tiros, próximo do mar.
Três fotos: A oriente, a Foia, o ponto mais alto da Serra de Monchique; a ocidente um pôr-do-sol, por detrás das árvores, sobre o oceano; junto à EN 120, entre Aljezur e Odeceixe, o mais visível arruamento de Maria Vinagre, onde identifico a-casa-da-Tia-Vitalina, hoje em dia do primo Armando, e onde o Verão se prolongava Setembro adentro.
Pelos anos 70 ainda a casa era de taipa, o tecto de telha vã, não havia luz eléctrica nem água canalizada e ficávamos até tarde, na noite, à luz do candeeiro a petróleo, jogando monopólio ou outro qualquer desses jogos ditos de sociedade, ou simplesmente conversando, trocando memórias e ideias.
Os amigos visitavam-nos.Maria Vingare, © António Baeta Oliveira



Hoje a casa de férias tem esta chaminé, junto à açoteia de onde tirei as fotografias, e quando ficamos até tarde, na noite, o que é raro acontecer em casa, felizmente (?), lemos ou vemos televisão, bocejando.
Os amigos encontramo-los em Odeceixe no restaurante, no bar ou no Largo.
Maria Vinagre, © António Baeta Oliveira

Quando chegámos, deparámo-nos com o alpendre, sobre a porta, já habitado por esta simpática andorinha, que não tem culpa da porcaria que todos os dias é necessário limpar, só porque a sua mãe resolveu aqui fazer o ninho.

P.S.
Daqui vai um abraço para todos os amigos do Encontro Blogalgarve (foto).

segunda-feira, julho 25, 2005

O concurso do Local & Blogal

Cúpula dos Paços do Concelho de Silves, © António Baeta OliveiraCúpula dos Paços do Concelho de Silves, © António Baeta Oliveira
Cúpula dos Paços do Concelho de Silves, © António Baeta Oliveira

A proposta deste concurso, num blog que se afirma Local, apesar de Blogal, tinha como intenção primeira a divulgação de um espaço arquitectónico que, apesar de frequentemente visitado, é pouco conhecido e divulgado: pelos habitantes, porque absortos e curvados ao peso dos afazeres burocráticos que aqui os obrigam a vir, dificilmente atentam numa beleza para a qual é necessário levantar os olhos; pelos turistas, porque os folhetos informativos os dirigem primacialmente aos monumentos nacionais e outros mais conhecidos, que não este - o edifício dos Paços do Concelho, sede da Câmara Municipal de Silves e, à data, do Tribunal da Comarca.

O vencedor foi Manuel Francisco Castelo Ramos, residente em Silves, licenciado em História e mestre em História de Arte, director do Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês, que escreveu:

  • 1. Silves e Córdoba (Templo romano da Rua Cláudio Marcelo e porta da mesquita de Córdova)
    2. Silves (Câmara Municipal)
    Silves tem uma só foto: arranque da cúpula neo-árabe sobre a escadaria monumental da Câmara Municipal de Silves. Obra dos finais do séc. XIX guiada pelos cânones revivalistas, muito ao gosto na época. Seria então presidente da câmara Gregório Nunes Mascarenhas, empresário corticeiro ao qual estão ligadas outras "excêntricas" construções: chalet de Armação de Pêra e Caldas de Monchique, Teatro Mascarenhas Gregório, mesmo a Fábrica do Inglês. O mestre de obras poderá ter sido, muito provavelmente, José Vitorino Mealha.

A síntese não chegou a servir a sua função de desempate, pois os dois outros concorrentes falharam: um deles identificou bem Silves e a primeira fotografia, mas levantou a hipótese da outra cidade ser Évora; outro dos concorrentes acertou em Córdova e descreveu bem as duas fotografias, mas atribuiu, em dúvida, a Granada (Allambra) a fotografia da cúpula dos Paços do Concelho de Silves.

Se passar por Silves neste Verão ou noutra época em que aqui vier, não esqueça então os Paços do Concelho.

Resta manifestar ao meu caro amigo Manuel, o vencedor, os meus parabéns e o meu obrigado pelo seu esclarecido e esclarecedor contributo.

P.S.
Vou ausentar-me por uma semana de férias em Maria Vinagre. Não sabe onde é? Depois conto. Até breve!

sexta-feira, julho 22, 2005

Um Cont(inh)o (IV)

Enquanto se aguarda o encerramento do prazo do concurso do Local & Blogal e a revelação do seu vencedor, um microconto (cerca de 50 caracteres):


  • Mora comigo, mas esmaece, a imagem de nós dois naquela tarde.

P.S.
Queiram desculpar esta intromissão no conto, mas não posso deixar de contribuir para a maior divulgação do teor desta notícia.

quinta-feira, julho 21, 2005

O prémio

Um simpático livro de notas, edição do Museu Municipal de Arqueologia de Silves, será o prémio a enviar ao vencedor do concurso divulgado em post de 18 de Julho, já aqui abaixo. O prazo finda à meia-noite de sábado e o vencedor será revelado na próxima segunda-feira.