terça-feira, junho 09, 2009

O Prazer e o Tédio


Citando José Carlos Barros, com um excerto de um belo texto que um dia escreveu a propósito deste blogue - «É verdade que somos vizinhos. Que é mais fácil tropeçarmos assim nesse fio quase invisível de cumplicidades...» - posso assegurar que fiz todo o esforço para me distanciar dessas circunstâncias da vizinhança e da amizade e, mesmo assim, fui tomado pela fúria que o prazer instiga, deliciado numa escrita a que me abandonei, na descrição tão topológica dos lugares e tão profundamente psicológica na análise das motivações dos personagens.

O Prazer e o Tédio...

Capa do romance O PRAZER E O TÉDIO
...agora publicado pela Oficina do Livro, é um romance como há muito não lia, como se as paisagens, os lugares, as pessoas tivessem vida e nós, como um deus sobranceiro, ficássemos a observar a dúvida e a certeza, a alegria e a tristeza, a decisão e a cobardia, a bondade e a malvadez, o ódio e o bem-querer, o amor e o sexo, a pele e o corpo, o prazer e o tédio.

Muito vivamente aconselho a leitura aos que sabem ou desejam saber o que é mesmo um romance, que não essa coisa aligeirada a que dão o mesmo nome, com a mesma desfaçatez com que os empilham nos escaparates de algumas livrarias e nos supermercados.


P.S.
Este romance começou por ser um folhetim, publicado entre Fevereiro de 2008 e Janeiro de 2009, no blogue - Casa de Cacela - e onde JCB já iniciou dois outros folhetins.

segunda-feira, junho 08, 2009

Obras terminadas


Aljibe da Alcáçova de SilvesFoto de António Baeta

As obras, entretanto terminadas, visaram tão só adaptar este velho blogue a novas tecnologias e facilidades de utilização, respeitando a aparência de sempre.
Suprimi também alguma informação que perdera actualidade e outra que, por demasiada e acessória, distraía e confundia o utilizador.
Será mais fácil, agora, manejar este blogue, que exigia muita programação para o manter a meu gosto.

Até breve.

Em obras...


Este blog sofre, de momento, algumas alterações de actualização.

Tentarei ser tão breve quanto possível.

quarta-feira, junho 03, 2009

segunda-feira, junho 01, 2009

O Arraial Ferreira Neto, em Tavira


Este fim-de-semana aderi, uma vez mais, às propostas de passeio da Câmara Municipal de Tavira sob o título genérico de Patrimónios do Mar.
Visitámos o Arraial Ferreira Neto.

Fotografia aérea com origem em skyscrapercity, assinada por Prof Godin

Trata-se de uma construção urbana, uma autêntica aldeia, com dois largos e cinco ruas, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 2002, e onde, segundo a nota histórico-artística do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico), "... habitariam confortavelmente 400 a 500 pessoas, pois oferecia as comodidades e higiene com as instalações adequadas ao exercício da actividade industrial, assim como o conforto necessário ao descanso dos pescadores e das suas famílias. ...".

O Arraial, como se pode entender pela fotografia acima, separava a zona industrial da zona habitacional e foi construído, em 1946, segundo projecto do Eng. Sena Lino, em pleno Estado Novo, propositadamente para servir de apoio às actividades ligadas à pesca do atum.

Fotografia do autor do blog sobre fotografia existente no museu do Arraial

A edificação, último vestígio desta actividade, que perdeu viabilidade económica a partir da década de sessenta do século passado, é um testemunho de elevada importância histórica e... ( de novo citando a nota do IPPAR) "...um exemplo típico dos racionalistas conceitos formais da época, com o seu aprumo volumétrico e a sua métrica "moderna", o uso de "materiais portugueses" (pedra bujardada, telha de canudo, ladrilhos de barro, painéis de azulejo e portas de madeira pintada com aldraba ou postigo de reixa), e as técnicas mais actuais da altura - fundações directas em alvenaria ordinária, escadas em betão, paredes de tijolo cheio rebocado e estruturas da cobertura em asnas de madeira. (...)".

Chegou o momento de vos contar que a zona habitacional, uma autêntica aldeia com... (citando a mesma nota do IPPAR) "edifício escolar, balneário, forno, capela, posto médico, sanitários públicos e clube, além de uma rede completa de esgotos e cinco cisternas com a capacidade de 150.000 litros de água cada uma. (...)" se mantém preservada como nestas fotos:


                       
A escola                                                 a capela


   
A casa do administrador       uma rua da aldeia       a casa do operário


Esta preservação é exemplar pela forma como, respeitando a estrutura dos edifícios da aldeia dos pescadores de atum, o arraial sobreviveu graças a uma nova actividade económica.

Hoje, o Arraial Ferreira Neto...


...é parte integrante do Hotel Vila Galé Albacora.

 


 


 


 


Nota:
As fotos sem indicação de autoria foram batidas pelo autor do blog durante a visita.

quinta-feira, maio 28, 2009

Mértola, findo o Festival


Findo o Festival, idos os mercadores, os visitantes, os poetas, os trovadores e os que os escutam, Mértola continuará com a vitalidade que a destaca de entre outras vilas do distrito de Beja, com a sua gente e seus afazeres, a sua riqueza patrimonial, que a torna conhecida e respeitada internacionalmente, em particular através da actividade do seu Campo Arqueológico.

Ali permanecerão a sua alcáçova e a sua antiga mesquita:

Mértola, Maio 2007
Ali continuarão patentes a sua Basílica, o seu Museu e outros núcleos museológicos, e os testemunhos que conservam e divulgam:


Mértola, Maio 2007 Mértola, Maio 2007 Mértola, Maio 2007

Ali aguardarão a sua visita, meu amigo, embora sem os adornos dos dias de festa, os seus recantos de luz e sombra, as suas portas e o seu casario tão peculiar.

Mértola, Maio 2009   Mértola, Maio 2009   Mértola, Maio 2009

terça-feira, maio 26, 2009

Mértola, pelo Festival Islâmico


Mértola, Maio 2009

Paletas de cores cobrem as ruas do suq (mercado), a proteger mercadores e compradores da agressividade dos raios solares, felizmente este ano menos castigadores.

Mértola, Maio 2009     Mértola, Maio 2009   Mértola, Maio 2009

Largos de sombra...

Mértola, Maio 2009
... convocam poetas...

                  Luís Maçarico, Mértola, Maio 2009
                                    ... trovadores...
                                    Eduardo Ramos, Mértola, Maio 2009

... e os que os querem escutar.