quarta-feira, agosto 12, 2009

Feira Medieval de Silves - (momentos que antecedem o cortejo)


Há um pequeno lago à entrada do Largo de Al-Mu'tamid que também mereceu a atenção dos festejos com esta elegante decoração.


Seguem-se mais algumas fotos de momentos de relaxação antes da preparação e início do cortejo, que todos os dias sai a percorrer as ruas da cidade por volta das 18h30.

(Clique nas fotos se as quiser apreciar no seu tamanho original)

À sombra da tenda   Repouso dos guerreiros
Mulher dessedentando-se             Cada um com seu burro

terça-feira, agosto 11, 2009

Feira Medieval de Silves - (acampamento militar)


ArmamentoHá um acampamento militar à entrada da cidade, na Praça de Al-Mu'tamid.
Armado com a minha câmara fotográfica foi captando momentos que antecedem a organização do cortejo diário e que vos quero revelar em pequenas imagens ao longo destes dias de Feira Medieval (ao clicar nas fotos será possível aceder ao tamanho original).


Falcoeiro
Trocando informações       Acertando detalhes

segunda-feira, agosto 10, 2009

Silves de regresso à recreação medieval


Cortejo medieval, Feira Medieval de Silves, edição de 2009Foto de António Baeta

Insisto no uso da palavra recreação, em vez de recriação, porque é de facto de recreio que se trata. Recreio e comércio; que o digam os comerciantes de Silves, que passaram a aceder ao afluxo turístico que a Feira Medieval suscita, numa região onde a procura sobrevaloriza o litoral.
Silves dá assim uso à sua característica fundamental, a da sua afirmação histórica.

Congratulo-me também com a vontade de usar da experiência acumulada no intuito de melhorar certos aspectos que a edição deste ano vem revelar com maior destaque, como são o da divulgação mais insistente de episódios ou figuras locais, em amplos cartazes, o saber dosear a implantação de tendas, apresentando um ar mais solto e arrumado, a facultar maior espaço para circulação e observação do pormenor, libertando mais os largos de alguma carga mais intensa, como é o caso da Praça do Município, e envolvendo a cidade com animações várias, que poderiam até ser um pouco mais insistentes junto da zona comercial da cidade, libertando o centro histórico de algum peso excessivo, repartindo os visitantes por zonas diferenciadas.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Cuidado! É tempo de eleições


Cartaz do PSDPois é!

Olhe Dra. Manuela, aqui em Silves a sua candidata Isabel Soares não prometeu o paraíso, mas durante a apresentação do PEDS (Plano Estratégico de Desenvolvimento de Silves) prometeu fazer de Silves o melhor concelho da Europa, provavelmente estimulada por ter conseguido um plano estratégico ao fim de doze anos de mandato.

A Europa que se cuide, seja lá ela quem for!

terça-feira, agosto 04, 2009

Uma pequena preciosidade


Foi com alegria que deparei com este pequeno livro, que há muito não via, que apresenta a curiosidade de nos revelar a poesia de Paul Éluard numa antologia organizada e prefaciada por António Ramos Rosa, que também a traduziu num trabalho comum com Luiza Neto Jorge.
Um notável das letras francesas que nos chega pelas mãos de dois de entre os maiores poetas algarvios.


Seleccionei:

  • Onde é que eu ia?

    Faz-se tarde o céu abandona o quarto
    Esta noite vou vender as minhas cabras
    Caminho atrás de um rebanho
    De claridades delicadas
    As árvores que me guiam
    Fecham-se
    Ficam ainda mais seguras
    Hoje vou construir uma noite excepcional
    A minha noite
    Informe como o sol
    Toda em colinas redondas sob mãos camponesas
    Toda em perfeição em esquecimento de mim próprio

    A dançarina imóvel e o peso das suas pernas
    Se eu agora a fosse beijar
    Suas frívolas cúmplices giram em torno dela
    Ondulam alto nas linhas de candelabro
    Marcarei de negro o soalho e o tecto
    De negro e de repouso de ausência de felicidade
    Entre palma e pupila a multidão do prazer
    Até no sono se mantém inteira

    Esta noite acenderei uma fogueira na neve

Paul Éluard
Cours Naturel (1938)
Algumas das Palavras
Publicações Dom Quixote, Lisboa 1969

quinta-feira, julho 30, 2009

Ainda aqui este lugar


Capa de ainda aqui este lugar


  • só acredito nestes amanheceres
    prateados em que me diluis
    com tua boca
    e uma voz escorre morna ao acordar
    são ficções de pólen
    que se soltam
    por entre as pedras frias
    dos chãos dos dias

Pedro Afonso
ainda aqui este lugar
4 Águas Editora, Tavira 2008

terça-feira, julho 28, 2009

Falemos


CAPA de Doze poemas de saudade

  • FALEMOS

    Falemos então de todas essas coisas a que nunca soubemos dar
    um nome.
    Coisas como café e cerejas,
    coisas como memórias do verão de ontem
    e de tudo o que repousa já no ónix frio dos dias.
    Falemos não porque as vejamos,
    mas porque as sentimos à vaga luz dos crepúsculos que morrem
    e são para nós as florestas que passam velozes nos vidros do
    carro
    e os silêncios dos faunos que atravessam os bosques e as
    ilusões
    e as pequenas ondas que vêm desmaiar à praia
    e as vozes antigas que ainda nos falam na alma coisas
    despercebidas
    e as luas que havia no final do verão.
    Falemos, para que de novo sejam
    e de novo vivam.

    Falemos, para que estejamos vivos.

Fernando Cabrita
Doze Poemas de Saudade
4 Águas Editora, Tavira 2008