quarta-feira, fevereiro 10, 2010

O imaginário real num mundo virtual


O meu avatar, Ibrahim Bates, é uma extensão de mim próprio numa outra dimensão, que não esta a que costumamos chamar "real".
Aí me ocupo de outras actividades que por vezes trago aqui ao vosso conhecimento.

É o que faço hoje com a divulgação da exposição que neste momento está patente na Galeria LX (link acessível aos utilizadores).
São imagens (p/b) de um fotógrafo amigo, português, que retratam a sua envolvência no dia-a-dia da sua comunidade.


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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

O Sul dos meus sonhos


  • MEU OLHAR DO SUL


    Tenho tido vários sítios na vida
                                mas só no Sul
    meu corpo fareja o seu chão
                            e desabrocha todas as suas folhas
    e flores
              Meu olhar do Sul rima com água
                                        e com o azul
    dos cerros ao longe
                      mas também com o chão bravio
    de estevas em flor
                      e com a terra de regadio
                                            eternamente noiva
    coroada de perfume de flor de laranjeira
                                        Meu olhar do Sul
    ama os montes mas também as planícies
                                        mesmo de chão
    de mar
            Entre água e terra
                            entre praia e serra
                                                entre barco e raiz
    entre casa e asa
                    meu coração balança
                                      como um papagaio de papel

Teresa Rita Lopes
O Sul dos meus sonhos
Gente Singular, Olhão 2010

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Lua de Londres


Lua de Londres, Janeiro 2010
É de noite em Londres, no Inverno, às seis da tarde.

Saía do Museu de História Natural e a lua avistava-se, sobranceira ao Victoria & Albert Museum.
Peguei na câmara e bati a foto, tal como o faziam outras dezenas de visitantes.

Veio-me à memória um daqueles poemas que constavam das selectas literárias dos liceus. Creio que, no caso presente, para ilustrar o ultra-romantismo - A lua de Londres, de João de Lemos.

Transcrevo a primeira estrofe:


  • É noite. O astro saudoso
    rompe a custo um plúmbeo céu,
    tolda-lhe o rosto formoso
    alvacento, húmido véu,
    traz perdida a cor de prata,
    nas águas não se retrata,
    não beija no campo a flor,
    não traz cortejo de estrelas,
    não fala de amor às belas,
    não fala aos homens de amor.
                                                          ... / ...

João de Lemos
Projecto Vercial
Universidade do Minho


Já não me revejo, de todo, nestes poemas de um romantismo exagerado e de uma tendência nacionalista do tipo "o que é português é bom", tão ao jeito de olhar o mundo de olhos fechados.

Quem pretender ler o poema na íntegra pode clicar nos dois links atrás, que remetem para o local donde transcrevi essa primeira estrofe, talvez também a única de que me lembrava.
E de que me lembrava precisamente pelos motivos que atrás referi e que ao tempo me foram servidos como exemplares - os do romantismo e do nacionalismo.

Vejam bem como estes conceitos se entranham na nossa memória, para acudir assim, num ápice, logo que se enfrenta uma situação que os faça despoletar, como uma autêntica bomba instintiva e primária.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

O que me afastou de vós

Um dos motivos desta ausência de cerca de uma semana prende-se com o edifício que a foto documenta...

Museu de História Natural, Londres, Janeiro 2010Museu de História Natural (Londres)

Átrio de entrada no Museu de História Natural, Londres, Janeiro 2010

 

 


... e o imponente hall de entrada, de tirar o fôlego.

 


Uma especial atenção à exposição temporária da Wildlife Photographer of the Year, que reúne os mais famosos fotógrafos de Natureza.
Não perca a galeria online (clique) e não se fique pelos fotógrafos mais profissionais; surpreenda-se com fotos de crianças de antes dos 10 anos de idade até aos adolescentes de 17.

Dará o seu tempo por bem empregue.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Como numa paleta


Afazeres pessoais irão afastar-me do contacto regular convosco por cerca de uma semana.

Deixo-vos com esta foto...

Armação de Pêra, Dezembro 2009... de uma rua estreitinha que espreita o oceano e sabe colher do espectro solar o tom que melhor se conjuga com o tom do mar.
De degrau em degrau desce para a praia e busca na areia a cor ideal para se misturar de azul no pigmento da cal.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

A indiferença da Natureza


Armação de Pêra, Dezembro 2009
Há uma violência que é desencadeada pela escassez de recursos, na luta pela sobrevivência:
            - em cima, na foto, no cenário magnífico de um ocaso sobre o mar, entre gaivotas vorazes na captura do alimento;
            - no Haiti, desde há uma semana, entre homens que reagem como animais no despertar dos instintos mais primários.

A Natureza é indiferente ao fenómeno, mas geradora dos cenários mais belos ou do horror mais indescritível.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Ainda o Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês


Na sequência da publicação da Carta Aberta do Director do Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês houve uma resposta crítica, por parte do autor do blogue Cidadania, que considero de manifesto interesse como contributo para um debate esclarecido na comunidade.

Solicitei ao seu autor a devida autorização para divulgar o seu texto, que me foi concedida com muita amabilidade.

É esse texto que vos apresento:


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P.S.
Por mera casualidade, esta publicação sobre a questão da nossa responsabilidade cívica no que respeita à preservação da memória do passado histórico coincide com a data de 18 de Janeiro, referência a 1934 e à luta contra a intervenção do Estado sobre as associações sindicais da época.