sou um português do sul
como poderei negar
o meu passado almoada
se todos os dias convivo
paredes-meias
com o saber dos seus alarifes
e o suor dos seus pedreiros
quinta-feira, maio 20, 2010
Sou um português do sul
terça-feira, maio 18, 2010
1º Centenário do nascimento de Garcia Domingues

Garcia Domingues*, um dos maiores arabistas portugueses, nasceu em Silves a 18 de Maio de 1910.
Pelo 1º centenário do seu nascimento, o Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves (CELAS) homenageia o homem e a sua obra.
Dia 22 de Maio, pelas 15 horas, no auditório da Escola Dr. Garcia Domingues, além do lançamento da 2ª edição da sua obra História Luso-Árabe (editada em 1945), o Prof. Dr. António Rei falará sobre "Garcia Domingues no Arabismo Português", o Prof. Dr. António Dias Farinha sobre "A contribuição de Garcia Domingues para a História Luso-Árabe", o Dr. José Pinharanda Gomes versará "Os Estudos de Garcia Domingues sobre a Filosofia Luso-Árabe" e o Dr. Adalberto Alves abordará "A Poesia Luso-Árabe na obra de Garcia Domingues".
Lá estarei.
* (link para uma entrevista a Garcia Domingues, em "Leonardo", revista de filosofia)
segunda-feira, maio 17, 2010
Postais com poemas (III)
A IV Bienal de Poesia de Silves editou uma coleção de postais, divulgando poemas de cada um dos convidados.
Pela terceira vez, a uma segunda-feira.
a sombra é sempre mais roxa
para que a escrupulosa luz-aranha
me leia em voz baixa. (...)
quarta-feira, maio 12, 2010
Uma casa sobre flores
segunda-feira, maio 10, 2010
Postais com poemas (II)
A IV Bienal de Poesia de Silves editou uma coleção de postais, divulgando poemas de cada um dos convidados.
Este é o segundo, de novo a uma segunda-feira.
- Vou cavalgar as palavras
Pra fazer navegações -
Procuro as selas mais raras:
Levam-me onde nunca ousaras,
Mais longe do que supões. (...)
quinta-feira, maio 06, 2010
Silves em Maio
Quando as flores se intrometem
a cada ângulo do olhar
e as triangulações nelas se cruzam
o azimute aponta para Maio
em Silves
quarta-feira, maio 05, 2010
Ruralidades
Hábitos de vida urbana, de compras no supermercado, fazem-nos esquecer que também há vida fora das cidades.
O campo, na maior parte das vezes, só nos surge aos sábados, nas cidades de província, no mercado dos produtos mais tradicionais.
No passado fim-de-semana, em Silves, decorreu uma feira, dita de Património e Tradições, denominada RURALIDADES, já na sua 3ª edição.
Fiquei agradavelmente surpreendido pelo aparato e organização.
No interior do pavilhão o artesanato, os produtos rurais, a gastronomia, os recentes vinhos da região a tentar conquistar mercados... lugar ainda a debates e conferências.
No exterior a vida animal, como este burrinho, em vias de extinção, ou esta ovelha, a que se "despe o casaco"...

... e outros animais como cavalos, cabras, vacas, patos, coelhos, galinhas... bem como um espaço dedicado à casa algarvia...

...e a sua colorida decoração, ou a mostra dos utensílios e produtos tradicionais, na sua variedade.


Ainda uma "maia" (boneca que se usa construir pelo 1º de Maio), no acto de passar a ferro, com aquecimento a carvão.
Diversão em volta de uma prova hípica de perícia, designada como equitação de trabalho, pela tarde.
Pela noite houve lugar ao fado, com Carminho, e a música de expressão folclórica, de proveniência cultural oriunda de países do leste europeu, que muito influencia já certas camadas de jovens menos conotados com a música dita comercial, e de que os Melech Mechaya são o agrupamento musical português mais conhecido e representativo.
Uma feira a chamar a atenção para a riqueza e potencialidades da serra algarvia, depois da vaga de incêndios de verões passados e de certa desarticulação económica face à invasão de produtos provenientes do mercado europeu, a preços mais concorrenciais, de que a quebra de produção de citrinos é o caso mais gritante e evidente.





