segunda-feira, setembro 13, 2010

Postais com poemas (XX)


A IV Bienal de Poesia de Silves editou uma coleção de postais, divulgando poemas de cada um dos convidados.

Aqui os trago, paulatinamente, a cada segunda-feira.

IV Bienal de Poesia de Silves, postais
  • Para que serve a poesia?, perguntas. Uma das
    respostas está na forma como o destino do humano
    se projecta na necessidade de absoluto que surge
    num rosto, para além das circunstâncias, quando
    a palidez imprime o vazio do tempo. (...)

quinta-feira, setembro 09, 2010

Porquê, Jean-Luc Ponty no Castelo de Silves?



Na foto, batida com o telemóvel, de fato não se nota a presença de Jean-Luc, mas esse não é o motivo para a interrogação do título.

É importante afirmar que também me satisfaz que o Castelo de Silves possa servir,  pelo seu soberbo enquadramento, para espetáculos desta natureza, de elevado mérito, e com lotações aceitáveis e pouco invasivas do espaço, como foi o caso.

Confesso que tive alguma dificuldade em entrosar-me com o violino, pelo pouco que estou a habituado ao seu timbre em audições de jazz, mas fiquei completamente rendido à versatilidade do intérprete e à sua excelente banda. Uma noite memorável!

Pena foi que a instalação do palco não tivesse levado em conta o lugar onde o concerto iria acontecer e esse é o motivo para a interrogação do título. Porquê vir ao Castelo de Silves, para esconder por detrás do palco aquilo que justifica  a vinda do concerto a este lugar?


Houve certos momentos em que o torreão se avistou, e aí sentiu-se algum rumor de exclamações em surdina, em manifestação de apreço pela beleza das muralhas. Mas foram breves momentos, logo interrompidos pelos holofotes e pelo jogo de colorações várias, que parecem merecer maior valor do que o recorte dos merlões dessa muralha de pedra vermelha como não há outra no mundo e cujo enquadramento Jean-Luc e a sua banda bem teriam merecido por mais tempo.

Se não fosse por isso bem podiam ter dado o concerto noutro lugar qualquer. Porquê, Jean-Luc Ponty no Castelo de Silves?

terça-feira, setembro 07, 2010

Silves e o Algarve na História Contemporânea


SILVES E O ALGARVE: uma história da oposição à ditadura, é o título de uma recente publicação das Edições Colibri, cujo lançamento teve lugar na Biblioteca Municipal de Silves, em sala repleta de um público atento às palavras da autora - Maria João Raminhos Duarte.

Foto de telemóvel

O livro é, no fundamental, a tese de doutoramento de Maria João. O público era, no fundamental, para além dos interessados pela história e cultura locais, constituído pelos familiares e até por vários protagonistas dos acontecimentos cujos relatos ali foram evocados.

Além de uma introdução que remonta aos tempos finais das lutas entre liberais e absolutistas e ao despontar em Silves da indústria corticeira, o livro cobre a história da cidade, nomeadamente a história da oposição à ditadura, desde 1926 e do golpe militar de 28 de maio até 1958 e às eleições presidenciais, com Humberto Delgado.

Uso as palavras de Maria João Duarte para me referir à importância desta publicação:

  • «Compreender Silves pelo seu passado é, presentemente, um instrumento de desenvolvimento para o qual me propus contribuir. A identificação dos silvenses num espaço e história comuns deverá proporcionar e provocar o desejo de investigações futuras sobre o seu passado e sobre a cultura desta cidade, antes que se perca a memória que ainda perdura. O futuro desenvolvimento de Silves e do Algarve passa, sem dúvida, também pela compreensão, em todas as suas dimensões, da sua identidade histórica e desta importante herança política aqui retratada, parcela fundamental do nosso património histórico, social e  cultural. (...)

segunda-feira, setembro 06, 2010

Postais com poemas (XIX)


A IV Bienal de Poesia de Silves editou uma coleção de postais, divulgando poemas de cada um dos convidados.

Aqui os trago, paulatinamente, a cada segunda-feira.

IV Bienal de Poesia de Silves, postais

  • não quero mais a flor nem a palavra
    quero a raiz
    ou o silêncio da terra

quinta-feira, setembro 02, 2010

Suspensos, como no sono



Ah! Se nos pudéssemos suspender assim, como durante o sono, e saber que ao acordar os pés encontrarão o skate na posição desejada.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Postais com poemas (XVIII)


A IV Bienal de Poesia de Silves editou uma coleção de postais, divulgando poemas de cada um dos convidados.

Aqui os trago, paulatinamente, a cada segunda-feira.


IV Bienal de Poesia de Silves, postais



  • As palavras inventam a luz e o corpo.
    São grandes e exactas.
    Por isso as defino rigorosamente. (...)

Maria do Sameiro Barroso

quinta-feira, agosto 26, 2010

Vida de pombo



É quando do último olhar do sol que me recolho aos lugares elevados, aos telhados e aí repouso, recuperando forças para mais um dia de labuta: na demarcação do território, na busca de alimento, nos rituais de acasalamento e, só quando a época chegar, no fugaz prazer dos atos de procriação.

Os poetas é que usam os voos do meu dia-a-dia como metáfora para os seus sonhos de liberdade.

O dia-a-dia do pombo é feito de repetição e instinto.

Sigo os sinais do sol e a vastidão do céu e da terra.