quinta-feira, dezembro 09, 2010

O que já terei eu escrito em... ?


Estava eu com o editor de mensagens aberto para iniciar um post quando me formulei a pergunta: o que já terei eu escrito em passados 9 de Dezembro?

Fui procurar e encontrei posts com esta data em dois anos passados: 2003 e 2008.

A minha comunicação de hoje, apesar da dupla tarefa, o que implica mais trabalho, é mera cópia, o que é mais simples. 
Vou deixar-vos os links, mas esta página vai manter-se ativa; os posts de 2003 e 2008 aparecerão em novas páginas.

                    - Chegou o Natal (clique)

                    - No silêncio das abóbadas (clique)
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segunda-feira, dezembro 06, 2010

Um poema a cada segunda-feira (III)




Decidi-me por uma rubrica de poesia à segunda-feira, enquanto assim se mantiver este meu ânimo.


Irei aqui colocando poemas que o critério do momento vier a ditar.




  • DA PEQUENA MORTE

    Alimento a tua pele silenciosa
    enquanto renovas a paz do meu sangue
    a febre o sismo a transparente crueldade
    onde naufragamos onde agora
    o pão e o sol e o canto inventamos

    A noite convoca o arco distendido
    a ponte reconstruída
    dos corpos amantes

    Alimento com minhas armas vagarosas
    a luz que nos une até aos ossos até
    ao núcleo em que terra e fogo desfazem
    no corpo a pequena imitação da morte
Casimiro de Brito
69 Poemas de Amor
4Águas Editora, Tavira 2008

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quinta-feira, dezembro 02, 2010

TECHNOHENGE



Utilizando o nome do famoso monumento megalítico, Stonehenge, os construtores deste sítio na Second Life, deram um salto gigantesco da Idade da Pedra para a nossa era tecnológica, chamando ao seu produto - Technohenge.

É de facto uma construção admirável esta instalação multimédia, em 3D, que me permitiu percorrer todo esse corredor de círculos e passear-me a pé ou em voo, rodeado de sons eletrónicos e de partículas coloridas que se separam e reúnem produzindo efeitos feéricos.

Uma autêntica viagem no futuro.

Esta foto reproduz o que chamam Node, a 2050 m de altitude, mas na superfície há toda uma cidade de ficção científica a merecer uma visita.
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segunda-feira, novembro 29, 2010

Um poema a cada segunda-feira (II)



Terminada que foi a divulgação dos Postais com poemas, publicados por ocasião da IV Bienal de Poesia de Silves, decidi iniciar à segunda-feira uma nova rubrica de poesia, a que este post de hoje dá sequência, enquanto assim se mantiver este meu ânimo.


Irei aqui colocando poemas que o critério do momento vier a ditar.



  • MINHA SENHORA DE MIM

    Comigo me desavim
    minha senhora
    de mim

    sem ser dor ou ser cansaço
    nem o corpo que disfarço

    Comigo me desavim
    minha senhora
    de mim

    nunca dizendo comigo
    o amigo nos meus braços

    Comigo me desavim
    minha senhora
    de mim

    recusando o que é desfeito
    no interior do meu peito
Maria Teresa Horta
Minha Senhora de mim
Cadernos de Poesia
Publicações Dom Quixote, Lisboa 1971

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sábado, novembro 27, 2010

Dia Europeu da Ópera, em Pamplona



Um amigo, precisamente aquele a quem me refiro no post abaixo , passou-me o endereço deste vídeo no youtube e eu não pude resistir à atmosfera deste café, à surpresa do canto no rosto das pessoas e à iniciativa deste grupo de cantores.

Também não consegui resistir à partilha.

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sexta-feira, novembro 26, 2010

À laia de comemoração de aniversário


Torquato da Luz cumpre hoje mais um ano de vida. Parabéns!










  • Ausência
Ainda existe a casa, ainda está
de pé o velho muro do quintal,
ainda nas janelas, bem ou mal,
pendem cortinas como já não há.

Ainda não levaram o sofá
vermelho que, na sala, era o local
das tuas tardes a ler o jornal,
num fundo de veludo e tafetá.

Ainda nos extensos corredores
e na sombra dos quartos interiores
persiste o cheiro a fruta e alecrim.

Só faltas tu. Ou seja, falta tudo,
porque fora de ti não há mais mundo
e eu mesmo me vejo ausente de mim.

Torquato da Luz
Espelho Íntimo
o cão que lê, Braga 2010

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quinta-feira, novembro 25, 2010

"Arqueologia virtual" reconstitui a baixa de Lisboa pré-terramoto


Chamo em primeiro lugar a atenção para este artigo, publicado no ionline (clique), que nos dá conta de um projeto que reúne o Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA), da Universidade de Évora, a empresa Beta Technologies e o King’s Visualisation Lab – King’s College London, no intuito de recriar, no ambiente virtual da Second Life/Open Sim, a baixa lisboeta no séc. XVIII, precisamente no período que antecede o Grande Terramoto de 1755.

 
City and Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon from Lisbon Pre 1755 Earthquake on Vimeo.
 

O vídeo não mostra, contudo, apesar da apresentação tridimensional, a capacidade "imersiva" desta tecnologia, a permitir que um nosso avatar possa entrar no interior dos edifícios e admirar a decoração, o mobiliário, os objetos, conforme o que a investigação vier a revelar.

Trata-se de um novo e mais completo olhar sobre o passado.

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