quinta-feira, fevereiro 10, 2011
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Um poema a cada segunda-feira (XII)
Decidi-me por uma rubrica de poesia à segunda-feira, enquanto assim se mantiver este meu ânimo.
Irei aqui colocando poemas que o critério do momento vier a ditar.
... / ...
Subiram os óleos da terra
Minha mãe de azeite
Desceram estrelas do céu
Verdes sereias
Vinhos rubros
Vinhos de areias
Minha mãe de pão
Minha mãe de broa
Teu corpo falou
Tudo embranqueceu
Teu corpo dansou
Aconteceu
Conchinhas do mar e das ruas
Peixe de estrela e de terra e deserto
E vem maresia
Volvendo do mar
Maria Maria
Teus lábios molhados
Os de beijos meus
Maria baiana
Ana de frôr de concha sereia
Maria baiana
Estremeceu...
... Eu loira e morena
Xarém e vieira
Jagunço na ialva
Meu doce que brigo
Bravura do céu
Destemor antigo
Desfraldou caravela
O sangue brotou
A rosa vermelha
Seu rosto marcou
Rosto de canela
Vermelho de sangue
Coração bateu
Bateu uma vez
Os braços ergueu
Bateu outra vez
Electro-rangeu
Bateu a terceira
Menino brincou
No seu coração
Sonho meu
Sonho seu
Iemanjá
Maria
Sinhá
... / ...
Francisco Palma Dias
Excerto de ODE IMPERIAL
Guimarães Editores, Lisboa 1983
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Que o Ano do Coelho seja um ano de liberdade
(Foto copiada de China.Org)
Com a Lua Nova, os chineses dão início às comemorações do Novo Ano, o de 4648 da sua era.
Corresponde na sua cultura a um dos seus 12 signos (como no Zodíaco), que recebem nomes de animais. Este irá ser o Ano do COELHO.
O meu voto das maiores felicidades a todos os chineses.
Os recentes acontecimentos, primeiro na Tunísia e agora também no Egipto e noutros países do Médio Oriente, com estas revoltas populares a reivindicar o fim das autocracias que os dominam há demasiado tempo, numa ânsia enorme de liberdade, trouxeram-me à mente os horrores da Praça de Tiananmen em 1989.
O caos que hoje se instalou no Cairo, fez-me recear o pior.
Estas sociedades sem liberdade, na China, no Egipto, onde quer que existam, são capazes de tudo para manter o status quo.
Remeto-vos para A Terceira Noite (clique), que comenta um artigo de Bernard Guetta no Libération, precisamente sobre esta situação que não se sabe como irá terminar e que tanta esperança despoletou.
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Um poema a cada segunda-feira (XI)
Decidi-me por uma rubrica de poesia à segunda-feira, enquanto assim se mantiver este meu ânimo.
Irei aqui colocando poemas que o critério do momento vier a ditar.
- MAR NOSSO
Emocionadamente
te reencontro
hoje
e
sempre
Mar nosso
que estás na terra
nesta minha
tua nossa
terra
e és sempre a mesma bênção
de água
a mesma mágoa
doce
o mesmo indizível júbilo
Teresa Rita Lopes
O Sul dos Meus Sonhos
Gente Singular, Olhão 2009
quinta-feira, janeiro 27, 2011
A minha achega às Presidenciais
(Foto copiada de uma das sondagens)
Na perspetiva legal, o Sr. Presidente da República foi eleito por 52,94% (aproximadamente 53%) dos votos expressos nas urnas.
A abstenção atingiu os 53,37% (aproximadamente 53%) ou seja, só cerca de 47% dos cidadãos maiores de 18 anos votaram.
Pelas minhas contas e sem intenção de contestar a eleição do Presidente, que não está em causa nesta minha "achega", o Presidente da República foi eleito por 53% dos 47% dos cidadãos que votaram, ou seja por cerca de 25% dos cidadãos com direito a voto.
O voto é um direito e não um dever legal.
Os cidadãos podem usar do seu direito a recusar votar e a exprimir desse modo o seu descontentamento ou o seu desinteresse pela coisa pública.
Este número que acima apresentei (25%) é o reflexo real destas eleições e não meras contas a fazer de conta.
Isto está muito mau, meus amigos, mas não é preciso rever a lei por este motivo, mas sim pela necessária aproximação aos cidadãos e à prática da cidadania.
Os partidos, sem exceção, têm que mudar antes que isto mude.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Um poema a cada segunda-feira (X)
Decidi-me por uma rubrica de poesia à segunda-feira, enquanto assim se mantiver este meu ânimo.
Irei aqui colocando poemas que o critério do momento vier a ditar.
- FOGO
Vou moldar-te na ponta dos meus dedos
e sem angústias nem medos
matar a fome de ti.
Vou apagar o fogo que por dentro
me queima, teimoso e lento,
desde a primeira hora em que te vi.
Vou prender-te na teia de ternura
que sempre me vela os olhos
doidos à tua procura
quando escapas dos meus sonhos.
Vou dizer que te amo a toda a gente
e gravar o teu nome nas esquinas,
alheio de vez à má sina
que tenta proibir-nos de ir em frente.
Torquato da Luz
Por Amor e outros poemas
Papiro Editora, Porto 2008
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Tunísia, hoje

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