quinta-feira, setembro 15, 2011

BRUTAL



A 17 de Setembro, às 17h00, estarei na Biblioteca Municipal de Silves para apresentação do romance BRUTAL, da autoria de Fernando Esteves Pinto, escritor, editor, poeta, romancista.

Nasceu em Cascais em 1961. Colaborou no DN Jovem e no Jornal de Letras. Em 1960 recebeu o Prémio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura. Está publicado em Espanha, México e Marrocos e representado em várias antologias nacionais e internacionais.

Em 1968 obteve uma bolsa de criação literária pelo Ministério da Cultura / Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. Foi co-fundador e coordenador do "Sulscrito" - Círculo Literário do Algarve - e também do projecto literário Hispano-Luso "Palavra Ibérica".

Da sua obra destacam-se: Na Escrita e no Rosto (poesia); Siete Planos Coreográficos (poesia, edição bilingue português/castelhano); Ensaio entre Portas (poesia); Conversas Terminais (romance): Sexo entre Mentiras (publicado também em Espanha); Privado (novela, edição bilingue castelhano / português); Área Afectada (poesia).








A apresentação de BRUTAL está a cargo de Tiago Nené, poeta.











A mim compete-me a leitura de passagens significativas do romance.

Contamos convosco.

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segunda-feira, setembro 12, 2011

Um poema a cada segunda-feira (XLIII)



O Público divulgou, há alguns anos, uma série de antologias de poesia que encomendara a certas personalidades da vida portuguesa não diretamente relacionadas com a literatura.

É desse manancial que esta rubrica se irá sustentar por algum tempo, confinando-se as minhas escolhas às opções dessa personalidades e a poetas que viveram, ou ainda vivem, sob o bafo civilizacional do séc. XXI.

A primeira vaga provém da safra de Mário Soares.


  • Camões e a Tença
Irás ao Paço. Irás pedir que a tença
Seja paga na data combinada
Este país te mata lentamente
País que tu chamaste e não responde
País que tu nomeias e não nasce.


Em tua perdição se conjugaram
Calúnias desamor inveja ardente
E sempre os inimigos sobejaram
A quem ousou seu ser inteiramente


E aqueles que invocaste não te viram
Porque estavam curvados e dobrados
Pela paciência cuja mão de cinza
Tinha apagado os olhos no seu rosto


Irás ao Paço irás pacientemente
Pois não te pedem canto mas paciência


Este país te mata lentamente


Sophia de Mello Breyner Andresen
Os poemas da minha vida
Mário Soares
Público, Lisboa 2005

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quinta-feira, setembro 08, 2011

Conversas Informais



A intenção deste post é a de divulgar esta iniciativa das Conversas Informais, no Museu da Marinha, com particular destaque para  esta comunicação da Doutora Eva Maria von Kemnitz, já no próximo dia 10 de Setembro.

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segunda-feira, setembro 05, 2011

Um poema a cada segunda-feira (XLII)


Fui surpreendido, neste período com sabor a férias, pela publicação do último poeta desta antologia que Paulo Pires compilou e a Biblioteca Municipal de Silves editou.

Neste momento ainda não defini um critério de publicação que dê continuidade a esta rubrica, mas prometo fazê-lo a breve termo.

Não vos quero, no entanto, privar de um poema nesta segunda-feira.




  • 1964 - Um dia igual
Fascinam-me as meninas da praia-do-peixe.
Pela tarde fresca fazem o pino encostadas à muralha,
e pelos seus corpos escorre a fina areia
como numa ampulheta.
Os homens do mar embarcam nas chatas
e remam até desaparecerem no fim do dia.


Voltamos todas para a taberna.
Acendemos cigarros umas às outras
e bebemos juntas pelos lábios do mesmo copo.
As histórias são sempre as mesmas:
o amor e a gonorreia.
As escamas que não se despegam do dinheiro.
A tentação de subir ao segundo andar
sem a obrigação da carne encomendada e a preço razoável.
Apenas subir como se fossemos ao baile
com fogo de artifício e música impregnada de vaselina.


Fernando Esteves Pinto
O tempo que fala
Temas Originais, Lda., Coimbra, 2010

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segunda-feira, agosto 29, 2011

Um poema a cada segunda-feira (XLI)



Quando das comemorações do Dia Mundial da Poesia, Paulo Pires, Técnico Superior da Biblioteca Municipal de Silves, compilou uma antologia que intitulou POESIA 21, porque se refere a 21 poetas e ao dia 21 de Março.
São trabalhos desses 21 poetas, gente que se vem afirmando no nosso mundo literário, que aqui estou a incluir desde a XX edição.



  • *

A minha alegria é um aroma de tangerinas nos dedos,
comer aos gomos a paisagem
e limpar depois
a boca
à manga do espanto.

Vasco Gato
Um Mover de Mão
Assírio & Alvim, Lisboa, 2000
IMO
Quasi, Vila Nova de Famalicão, 2003
47
edição de autor, Vila Nova de Famalicão, 2005
A Prisão e Paixão de Egon Schiele
& Etc., Lisboa, 2005
Omertà
Quasi, Vila Nova de Famalicão, 2007
Cerco Voluntário
Cadernos do Campo Alegre/13, Fundação Ciência
e Desenvolvimento, Porto, 2009

Rusga
Livraria Trama, Lisboa, 2010
Poesia 21
Parceria Biblioteca Municipal de Silves / Escola Secundária de Silves

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sexta-feira, agosto 26, 2011

Teatro grego num Teatro Romano


Quando pela primeira vez visitei Mérida e o seu monumental Teatro Romano soube que nesse lugar, em cada verão, ali acontece um festival de teatro.

Em cada verão que entretanto passou ou esquecia ou nem sequer tinha notícia desse acontecimento, salvo uma vez em que um amigo me chamou a atenção para uma peça que estava ser transmitida em direto pela televisão espanhola.

Este ano foi de novo uma amiga que me disse ter assistido a uma peça neste local e, lastimando-me por sempre acabar por perder oportunidades, disse-me ela que a peça continuaria em cena até dia 28 deste mês de agosto.

Desta vez não perdi a oportunidade, se bem que já na 57ª edição deste festival.

O anfiteatro, de que vos podeis aperceber na foto, proporciona este belo enquadramento.
Não possuo fotos da representação, com muita pena minha, dada a interdição de fotografar.

Deixem-me que vos diga que as coreagrafias, a música e os cantos, os efeitos cénicos, toda a encenação pensada para este lugar tão nobre, tão monumental, tão adequado à representação desta tragédia de Sófocles - Antígona - foi um completo deslumbramento dos sentidos. Nunca tinha assistido a um espetáculo tão envolvente.

Atores e coros agradecendo, no final do espetáculo.


Já os atores se recolheram, o público abandona o anfiteatro e a iluminação brinda-nos com este efeito.

P.S. Saibam que, ao clicar nas fotos, obtém uma cópia ampliada.

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segunda-feira, agosto 22, 2011

Um poema a cada segunda-feira (XL)



Quando das comemorações do Dia Mundial da Poesia, Paulo Pires, Técnico Superior da Biblioteca Municipal de Silves, compilou uma antologia que intitulou POESIA 21, porque se refere a 21 poetas e ao dia 21 de Março.
São trabalhos desses 21 poetas, gente que se vem afirmando no nosso mundo literário, que aqui estou a incluir desde a XX edição.



  • *

instintivas no seu papel,
como o estrume que o campo come

ordenam-lhes que meçam o
sonho com o tamanho da
noite e nunca com o
dia, mas adoecem
infectadas de desejos

valter hugo mãe
contabilidade – poesia 1996-2010
Objectiva, Carnaxide, 2010
Poesia 21
Parceria Biblioteca Municipal de Silves / Escola Secundária de Silves

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