Os comentários que me foram dirigidos em resposta ao texto Honestidade e Pragmatismo, a que faço referência no post abaixo, permitiram-me alguma reflexão. Quero dar-vos conta do que pensei sem pretender insistir na continuação do debate. Nada de científico, nada de muito sério, nada de definitivo, mas penso assim:
Nós, seres humanos, vivemos no essencial fazendo por suprir as nossas necessidades mais primárias, mas como somos seres gregários e inteligentes, a vida em sociedade também é uma das nossas necessidades primárias. No fundamental, com esta minha asserção quero significar que todos somos egoístas; mesmo quando assumimos atitudes altruístas, o que no fundo procuramos é satisfazer o nosso ego, que também vemos projectado na imagem que a sociedade devolve de nós próprios.
A honestidade é um valor para mim, ser humano, enquanto satisfaz o meu ego de forma directa ou por reflexo no espelho que é a sociedade ou a(s) franja(s) da sociedade que eu valorizo, porque mais me satisfaz(em).
Concluindo e usando uma expressão do "Pirata": é uma questão "de equilíbrio". Nós, seres humanos, usamos de honestidade enquanto nos satisfaz, não como um prazer que se esgota com a sua fruição, antes como um valor, que estimamos através do reflexo que causamos; se não o vemos como seria o nosso desejo, sistematicamente, tentamos equilibrar o nosso comportamento, usando de mais ou de menos.
Já reli (mais do que uma vez) o que escrevi atrás e já estava disposto a alterar algumas coisas. É esta "incerteza". Respondo agora à questão que me colocava em 6 de Janeiro:
- A honestidade, a responsabilidade e o respeito pela palavra dada, a ética profissional, serão valores em extinção, em conflito com o progresso e as mudanças inerentes?
- A honestidade está em conflito com a sociedade em que vivemos.