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onde a toda a gente é permitido
viver para sempre
o ar desliga-se do som
numa nébula esverdeada
cores de gritos amanhecem nas paredes
e os passos da multidão da visita
deixam pegadas de nuvem no soalho
só no fim do dia
depois de uma brancura surda
depois de tudo dizermos
o silêncio trará de novo
à casa
a opacidade
ou um adeus solene
que raspa a porta de ferrugem
ainda aqui este lugar seguido de Boca Brusca
4 Águas Editora, Tavira 2008
Poesia 21
Parceria Biblioteca Municipal de Silves / Escola Secundária de Silves



1 comentários:
Belíssimo! e os dois versos finais são de uma cadência e de uma poesia que chega a arrepiar!
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