quinta-feira, agosto 01, 2013

X Edição da Feira Medieval de Silves







Amanhã, 2 de Agosto, terá início a 10ª edição da Feira Medieval de Silves, que irá decorrer até dia 11 (Domingo).

Bem-vindo a Silves!


Clique aqui para aceder a um vídeo promocional.


segunda-feira, julho 29, 2013

Memórias do blogue (IV)



Este blogue irá cumprir dez anos no decurso deste ano de 2013.

Proponho-me trazer aqui, de vez em quando, alguns dos meus textos de 2003 menos marcados pelo tempo.


Este "post" foi anteriormente publicado em 16 de Setembro de 2003


Em Cacela, sobre a mais formosa ria
 
 
Cacela-a-Velha, SET2002 © António Baeta Oliveira
 


É esta quietude de fim-de-tarde, sobre o mar, esta nostalgia, já, do dia que ainda nem acabou, esta angústia da supressão da luz que se adivinha no matizado das cores, o que nos conduz a esta fixação do olhar, a este silêncio invasivo, a este fenecimento doce ao anoitecer?


 

sábado, julho 27, 2013

A História de Silves em Medalhas - Os Romanos




 
 
História de Silves - 3
Os Romanos

A colonização romana na área da atual Cidade de Silves fez-se sentir a partir de meados do séc II a.C. (Rocha Branca). Numerosos vestígios de villae e de necrópoles, denotam uma romanização intensa desta região, aproveitando tanto a proximidade da costa, rica em peixe, marisco e sal, como as férteis áreas agrícolas, os jazigos de minérios, ou uma localização entre o litoral e o interior, propícia ao desenvolvimento do comércio. A cidade
era servida por um bom porto
fluvial e na sua área urbana atual, descobrem-se testemunhos desta ocupação, sobretudo dos sécs. III-IV d.C.
 
 
 

quinta-feira, julho 25, 2013

Património silvense (V)



Cruz de Portugal



É neste seco e inóspito terreiro, aguardando o seu embelezamento, apesar de verba programada em orçamento municipal desde o tempo da construção do Palácio da Justiça, ao fundo, que se ergue um dos mais belos cruzeiros de Portugal, Monumento Nacional, diariamente visitado por dezenas de turistas - A Cruz de Portugal.

Este largo  ENVERGONHA qualquer cidadão.

O cruzeiro tem, aproximadamente, três metros de altura e foi esculpido em calcário branco.

Numa das faces, Cristo Crucificado, virado a poente, e na outra, virada a nascente, a Pietá (Nossa Senhora da Piedade - Maria acolhe o filho morto, no seu regaço).



 

Não se conhece o seu escultor nem o motivo da sua presença em Silves.

Trata-se de uma obra de estilo gótico, quinhentista.

O Dr. Manuel Ramos, Mestre em História de Arte e com tese sobre o manuelino algarvio, identifica-o como gótico-manuelino e a ele se refere, comentando: "Comparável, embora dos mais belos, a outros que por todo o Portugal se erguiam à entrada das localidades, tanto o seu particular gosto manuelino quanto o seu nome reforçam a ideia que será obra vinda de meio mais cosmopolita, talvez de Lisboa. ".

Quanto ao porquê desta obra em Silves, o Dr. Manuel Ramos, avança com duas hipóteses:

"Cruz de Portugal por ter vindo do reino de Portugal para o do Algarve ou por se situar, hoje, na estrada que lá conduz?

Porque não pensar numa possível oferta à cidade feita pelo rei D. Manuel em 1499 quando aqui se deslocou para piedosa e pomposamente transladar seu cunhado e primo, o anterior rei D. João II?"




Já aqui um dia me referi a alguns dos perigos a que esta obra está sujeita, sugerindo a quem de direito a produção de uma réplica para exposição no lugar e conservação do original em local mais apropriado.

A pedra em que foi esculpida está sujeita a degradação e  a sua localização oferece perigos de perda irreparável, dada a proximidade da estrada nacional 124 e a ocorrência do despiste de alguma viatura, bem como a eventualidade de algum atentado de violência gratuita à sua integridade.



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Edições anteriores:

Património silvense (I)  - Claustro interior nos Paços do Concelho

Património silvense (II) - Igreja da Misericórdia

Património silvense (III) - Arte Nova em Silves

Património silvense (IV) - O Palácio Grade



segunda-feira, julho 22, 2013

Silves, ao tempo da civilização do al-Ândalus (V)





Foi desta forma que o escultor interpretou a figura de Al-Mu'tamid.
Estatueta que figura integrada num grupo escultórico da Praça de Al-Mu'tamid, em Silves.

     (V)
 
 
Com os Muzain, como referimos no último episódio, Silves afirma o seu prestígio político e cultural:

     Yusuf al-Faisuli distingue-se na jurisprudência; 

     Miriam, sua filha, brilha em Sevilha como poetisa e aí ensina oratória, filosofia e literatura;
   
     Ibn 'Ammar, que estudou direito em Sevilha e Silves, começa a revelar-se como o grande poeta que todos hoje conhecemos;

     Muhammad ibn Muzain, familiar do príncipe, foi o historiador de "História da Espanha Árabe", se bem que só se torne famoso depois da sua afirmação por terras de África, em Sevilha e no Oriente. A sua formação inicial, foi feita em Silves;

     Abu 'l Qasim al-Qantari foi um famoso colecionador de obras literárias e Silves possuía bibliotecas e livrarias, como informa J. Ribera Tarragó.

Garcia Domingues refere ainda, se bem que não em Silves ou de Silves, duas outras grandes figuras da época: Ibn Darraj al-Qastalli, poeta de Cacela, e al-Alam, célebre filólogo de Santa Maria (atual Faro).

Em 1031 dá-se a queda definitiva da dinastia omíada no al-Ândalus.
Nesse mesmo ano morre o poeta de Cacela, Ibn Darraj al-Qastalli, que tinha sido secretário pessoal de Al-Mansur.

O vazio desse poder dinástico faz surgir por todo o antigo califado uma série de estados independentes, taifas, das quais as mais importantes terão sido as de Sevilha, Málaga, Almeria, Valência, Saragoça e Badajoz. Este período histórico que se segue ao califado é conhecido como o das Primeiras Taifas.

No território que é hoje Portugal há que mencionar as taifas de Santa Maria, Silves e Mértola.

Muhammad Ibn Abbad assume o governo de Sevilha e, em 1040, quando da sua morte, seu filho al-Mu'tadid Ibn Abbad assume o poder deixado por seu pai.

Al-Mu'tadid irá, sistematicamente, virar a sua atenção particular sobre o Gharb al-Ândalus, tentando apoderar-se das  taifas de Santa Maria, Silves, Mértola e Badajoz.

Em 1044 conquista Mértola a Ibn Taifur.

 Em 1051, depois de várias tentativas, encarregou um exército comandado nominalmente por seu filho Muhammad Ibn Abbad Al-Mu'tamid, com apenas 12 anos de idade, de conquistar o Principado de Silves, governado pelos Ibn Muzain, que se viram assim obrigados a deixar a sua cidade, embarcando no rio Arade a caminho de África.
    



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Garcia Domingues, História Luso-Árabe, edição do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, 2010
António Borges Coelho, Portugal na Espanha Árabe, vol. 2 - Editorial Caminho
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Se estiver interessado na leitura dos episódios anteriores, siga os links abaixo:

Silves, ao tempo da civilização do al-Ândalus (I)

Silves, ao tempo da civilização do al-Ândalus (II)

Silves, ao tempo da civilização do al-Ândalus (III)

Silves, ao tempo da civilização do al-Ândalus (IV)





 

sábado, julho 20, 2013

A História de Silves em Medalhas - Idade do Ferro





 
 
História de Silves - 2
Idade do Ferro

No Calcolítico e na Idade do Bronze foram explorados jazigos de cobre na área do Concelho de Silves. A este último período pertencem numerosas necrópoles da denominada Cultura do Bronze do Sudoeste. Posteriormente, na Idade do Ferro (sécs. VIII-V a. C.), intensificaram-se os contactos com o Mediterrâneo Oriental e é introduzida na região, a escrita, a roda de oleiro e o fabrico de objetos de ferro. No Cerro da Rocha Branca, junto a Silves, estabeleceu-se uma feitoria fenícia, que se há de desenvolver na II Idade do Ferro, sob a influência púnica (sécs. IV-II a.C.).
 
 
 

quarta-feira, julho 17, 2013

NOITES D'ENCANTO, em Cacela Velha








Quinta-feira, 18 de Julho, na primeira das "NOITES D'ENCANTO", às 18h30, estarei em Cacela Velha com a responsabilidade de animar uma conversa de meia hora sobre o tema que recebeu o título "A poesia no Gharb al-Andalus".

Até lá!