terça-feira, setembro 18, 2007

Planície Mediterrânica

No passado fim-de-semana dei um salto a Castro Verde, perseguindo a XV edição do Festival Sete Sóis, Sete Luas. Fi-lo a uma sexta-feira, na impraticabilidade de o fazer no sábado ou no domingo, por motivos de ordem pessoal e familiar, e isso deve ter pesado na quebra das minhas melhores expectativas: reduzido interesse e reduzido público nas manifestações programadas para a tarde. Mas, de facto, a uma sexta-feira, quem não está de férias tem que trabalhar e não pode andar em festivais, como eu.

Quando a noite veio, as coisas animaram em volta da gastronomia, com pratos que apresentavam nomes e ingredientes de sabor mediterrânico; mas o que mais apreciei foi a animação à mesa, à boa maneira desta gente do Sul.

Vieram depois, no Cine-Teatro, as tonalidades mediterrânicas provenientes da Grécia e da Turquia pelos Café Aman, e do País Basco, Itália e Portugal, pelos Gialetta. Soube então que a gialetta é o nome italiano para o nosso gaspacho, com as naturais diferenças que se registam de região para região e se patenteiam nas diversas designações que assume.


Igreja dos Remédios, Castro Verde, Setembro 2007, © António Baeta OliveiraMas, com mais ou menos Mediterrâneo de outras paragens, a Planície Mediterrânica, que dá o nome ao Festival, esteve sempre presente, como podeis comprovar pela fotografia ao lado, da Igreja dos Remédios, em Castro Verde, bem mediterrânica, apesar dos traços culturais do Sul de Portugal, a marcar a diferença que nos caracteriza no todo identitário desse mar interior e da sua periferia.


P.S.
Pode ter acesso a mais fotos desta minha viagem, clicando em Castro Verde

2 comentários:

hfm disse...

O muito que temos sempre para ver ou rever.

António Baeta disse...

É muito mesmo, minha atenciosa amiga.
Abraço.