quarta-feira, dezembro 12, 2007

Só. No silêncio

©António Baeta Oliveira

 

 


De onde estou, ouço o rolar dos carros que passam, os saltos altos de uma mulher na calçada, o arfar pesado de um idoso que sobe a rua e, escuta...

... o chilrear de um pássaro.

6 comentários:

hfm disse...

Dos silêncios.

António Baeta disse...

É, sim, Helena!
Entendes-me bem, se é que eu me entendo a mim próprio.

maria disse...

Completamente a despropósito ou talvez não ...
Uma vez, quando era miúda, entrei num centro de saúde e vi um cartaz enorme que exibia uma enfermeira vestida a rigor, de grande dedo indicador espetado defronte dos lábios, em posição vertical, simulando uma cruz entre o traçado dos lábios e a posição ameaçadora do dedo espetado, olhos grandes, muito abertos. Num balãozinho de BD, estrategicamente colocado junto aos lábios da senhora enfermeira, podia ler-se "Psiuuuu.....SILÊNCIO".
Aí aprendi como se fazia o silêncio. Hoje sei como ele é feito.
E gosto de estar na varanda, a ver o mar e a escutar o silêncio...

isabel mendes ferreira disse...

um silêncio telúrico.



que se sente.



bjj.

António Baeta disse...

Sim, Maria. Encontrei a tua pedrinha.
Um beijo.

António Baeta disse...

Obrigado, Isabel.