O Público divulgou, há alguns anos, uma série de antologias de poesia que encomendara a certas personalidades da vida portuguesa não diretamente relacionadas com a literatura.- É PRECISO UM PAÍS
Não mais Alcácer Quibir.
É preciso voltar a ter uma raiz
um chão para lavrar
um chão para florir.
É preciso um país.
Não mais navios a partir
para o país da ausência.
É preciso voltar ao ponto de partida
é preciso ficar e descobrir
a pátria onde foi traída
não só a independência
mas a vida.
Os poemas da minha vida
Diogo Freitas do Amaral
Público, Lisboa 2005


1 comentários:
Só hoje consigo comentar. Ontem a minha net ou não existia ou era fantasma e não conseguia vermais do que o fundo acastanhado do teu blogue.
Valeu o regresso. Obrigada.
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