quinta-feira, dezembro 02, 2004

A Padaria da Cooperativa

Padaria da Cooperativa, © António Baeta Oliveira, Agosto 2002

Aconteceu que andei a tirar fotografias à Padaria da Cooperativa (Cooperativa Operária "A Compensadora"), na tarde da passada sexta-feira, com a intenção de alertar para a necessidade de uma intervenção autárquica, no sentido de vir a considerar este edifício como de interesse municipal, quando, de regresso a casa me deparo com uma convocatória da cooperativa onde se refere o interesse da autarquia em adquirir o edifício.

É de facto um edifício notável, pela originalidade da sua planta (hexágono irregular, aparentando um pentágono), a sua inserção no cruzamento das ruas, sem conflitualidade,...
Padaria da Cooperativa, © António Baeta Oliveira, Novembro 2004 ... a harmonia das formas, a sua elegância e equilíbrio, os materiais utilizados, os elementos decorativos do telhado, a sua finalidade e a sua marca na história urbana da cidade.

Seria um enorme atentado se viesse a sofrer alterações no seu traçado e não viessem a ser respeitados alguns dos materiais que constituem o seu carácter único e insubstituível.

Recordo com prazer o encanto manifesto do Mestre Lagoa Henriques, num dia em que visitou Silves a convite da Escola Dr. Garcia Domingues (ao tempo ainda não tinha o nome do seu actual patrono), perante este mesmo edifício.

Eu iria só propor o imóvel como de interesse municipal, mas assim fica melhor defendido, como património municipal.
Parabéns pela decisão.


4 comentários:

Torquato disse...

Excelente! É sempre reconfortante ter boas notícias.

helena disse...

Não conheço este edifício, nunca o vi e no entanto agora apetece-me partilhar consigo a sensatez da decisão.
Quem sabe se não teríamos um país diferente se cada um de nós saísse mais vezes "para tirar fotografias"...

dilar disse...

A memória dos locais vê-se através do património construído, destruí-lo é destruir a nossa memória. Bem haja a quem a protege.

Jorge Freitas disse...

Semprei gostei daquele edifício. Espero que o protejam. Só tenho pena de eu não o poder fazer...se o pusessem na minha mão (imaginemos!) sei bem a utilidade que lhe dava!!(e era para a cidade usufruir)...meus caros apartianos, vocês entendem!!
Um abraço