quarta-feira, dezembro 07, 2005

O gosto com que a gente gosta

Arco da torre albarrã virada a Nascente, Silves, Dezembro 2005, © António Baeta Oliveira

Que fascínio exerce em mim o arco daquela torre?
Ecos de contos de fadas, reminiscências da infância ou da adolescência, atracção, receio ou curiosidade por uma passagem para o outro lado, evocação de algum exotismo oriental, conforto estético na perfeição da curva ou no equilíbrio das dimensões, culto e apreço pela história, estima pelas heranças do passado, pelo património?
Talvez tudo isto e cada uma destas coisas ou outras coisas ainda.
Há um percurso pessoal, de vivências, de afectos, de aprendizagens, que nos molda o gosto. E foi também esse gosto que determinou a minha opção por esta fotografia a sépia, mais do que a preto e branco ou a cor. Gostos dificilmente se explicam, daí a proverbial expressão: - «gostos não se discutem».

E vocês, gostam? Acredito que sim, mas não certamente pelas minhas razões, nem com o mesmo gosto com que eu gosto.

8 comentários:

Carox disse...

Eu Gosto.

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Eu gosto e muito :)
Bjx

sol13 disse...

Eu adoro fotografias a sépia e a preto e branco.
E essas imagens de castelos e arcos, fotos com alguma história ainda mais adoro.

Bjokas

hfm disse...

Até o nosso gosto às vezes muda de focagem - há acréscimos, há esbatidos.

Adoro arcos e pedras, estas últimos são as mais privilegiadas nas minhas viagens.

Clitie disse...

Gosto... imagino ali no cimo da torre à janela a Rapunzel... sou uma romatica sonhadora e as torres fazem-me logo imaginar que há princesas e dragões e principes encantados...

Bjks e bom fim de semana

manuel castelo ramos disse...

Também gosto! E atreve-mo a dizer que senti um pouco do teu gosto, no desgosto pressuposto, deste sépia ou grés anteposto...

Por suposto, dirão castelhanos sem rosto, releva a brincadeira sem gosto...

Guida Alves disse...

Gosto deste sépia, embora me tenha habituado a ver o castelo e a terra que o envolve sempre em tons de ocre...

Rosmaninho disse...

Se gosto!... Tantas e tantas vezes corri e "cavalguei" debaixo dele, na minha infância!... Quem morava "para dentro" da Porta de Loulé tinha acesso a varandas, que permitiam percorrer estes espaços, estas encostas...
E... imaginava... histórias de cavaleiros, príncipes, princesas...