quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Turismo Infinito

O primeiro deslumbramento foi cenográfico.
A cena ampla, aberta, em gradações de cinza como numa foto a preto e branco. O chão a projectar-se na profundez do palco. O tecto a emergir como numa rotação suplementar do chão, seu gémeo simétrico, a partir desse lugar profundo onde o chão se perde, sem que ambos se toquem.
É neste lugar, sem limite aparente, que a luz, o som e os actores se congregam numa cerimónia de celebração da ...

Turismo Infinito, www.tnsj.pt

 

 

 


P A L A V R A

 

 

 

 

                        (clique na imagem para ampliar)

É a palavra que tem a primazia. A palavra de Fernando Pessoa e seus heterónimos, aqui meras "criaturas", e não personagens, como se lhes refere Ricardo Pais, responsável pela encenação.
De facto não há contracena. Mesmo o próprio Pessoa nos surge como o lugar de intersecção das suas criaturas ou alvo das atenções de Ofélia nas suas cartas.

É um espectáculo total, feito de palavras e de silêncios, de luzes e sombras, de drama e de riso, de inesquecível beleza, como a imagem abaixo permite retratar.

Obrigado ao Teatro Nacional de São João, do Porto, nesta sua primeira viagem ao Algarve e o meu reconhecimento pelo seu contributo para a substancial melhoria da oferta cultural da região onde vivo.

Turismo Infinito, www.tnsj.pt

3 comentários:

hfm disse...

Fiquei curiosa. Um abraço.

Saramar disse...

Venho aqui sempre para ler e apreciar.
Puro deleite é o que sempre encontro.
Obrigada.

beijos

António Baeta disse...

Obrigado pelos comentários, amigas.
Desculpem o silêncio, mas tenho estado ausente.