- EM TODA A CASA
pelas paredes cheira ainda à tua pele cutânea
mas desde que te foste estar aqui é oco,
cansativo, uma espera. E às vezes (como se
tivéssemos chorado) respirar custa.
sobretudo nada apetece.
sair para a rua? Ir então em frente a repetir
os passos, passear nas avenidas a espaçar as
horas – dispersar a espera?
tudo cinzento. Choverá?
aqui é que não fico. No quarto onde dormimos
o espaço sobra, e cada coisa já morreu ou está a mais.
em toda a casa uma violência subterrânea:
a tua ausência
Notícias do Pensamento Desconexo
Edições Mortas, Porto 2003
Os Animais Antigos
Objecto Cardíaco, Vila do Conde 2006
O Problema de Ser Norte
Deriva Editores, Porto 2008
De minha máquina com teu corpo, Cadernos do Campo
Alegre/14
Fundação Ciência e Desenvolvimento, Porto 2010
Poesia 21
Parceria Biblioteca Municipal de Silves / Escola Secundária de Silves



1 comentários:
2ª feira - presença obrigatória. Obrigada.
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