- VINTE ANOS E NADA
Tinha vinte anos e já não acreditava
em nada. É curioso, como se perde
num lance de dados todo o pecúlio
de vida que nos foi transmitido
com a sopa e o abecedário.
Vinte anos e não queria ver ninguém.
Entregava-se aos espelhos de vinil,
preferia a quase nada
o punção meditativo das canções.
Tentava equilibrar-se entre a razão
defeituosa e o friável sentimento
de ter vinte anos e não ter mais nada.
O Sino de Areia
Gilgamesh, Porto 1999
Ulisses Já Não Mora Aqui
& Etc., Lisboa 2002
Vista para um Pátio seguido de Desordem
Relógio d’Água, Lisboa 2003
Movimentos no Escuro
Relógio d’Água, Lisboa 2005
Walkmen
& Etc., Lisboa 2007
Erros Individuais
Relógio d’Água, Lisboa 2010
Poesia 21
Parceria Biblioteca Municipal de Silves / Escola Secundária de Silves



1 comentários:
Quando no poema se espelha a vida!
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