segunda-feira, novembro 14, 2005

De regresso a casa

Évora, Catedral, Novembro 2005, © António Baeta Oliveira
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De Évora, trago-vos esta foto: são as torres da Sé Catedral, pintadas da cor do Sol ao entardecer.
Trar-vos-ia a satisfação que senti ao voltar aqui a passear, lentamente, fazendo registos para memória futura, se tal fosse possível transportar. Dir-vos-ia do prazer do regresso ao contacto com o frio, que se fez sentir nas noites eborenses, se o pudesse descrever. Contar-vos-ia, não fora a discrição que se deve às relações de amizade pessoais, como é bom estar com velhos amigos e familiares, partilhando lembranças e fruindo do calor da amizade.
Do que não vos trouxe, não vos disse ou não vos contei, todos nós sabemos bem, felizmente, com o devido ajuste à nossa natureza e ao nosso percurso pessoal.

Testemunharei, tão só, que um dia quero voltar.

6 comentários:

Anónimo disse...

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Cleo

Santos Passos disse...

Évora é lugar ao qual sempre se quer voltar.
Abração

jcb disse...

Carta ao Futuro: Vergílio Ferreira. Ver, de outro modo, o único, a Aparição da Sé, do Templo Romano.

hfm disse...

Grande colorista - o sol. Não precisas de dizer, este teu post quase tem cheiro.

Jorge Vicente disse...

o meu comentário não será sobre Évora, uma das mais belas cidades do país, mas sobre a relação de Silves com o Alentejo, em forma de poema.

ALL'MUTTAMID DESPEDINDO-SE DE IBN-AMMAR NO ALTO DO CASTELO DE BEJA

aqui estou eu,
despedindo-me de ti,
como se não houvera lugar
onde nos pudéssemos encontrar.

és uma sombra,
uma imagem distante que os olhos
apenas conhecem porque representam
a memória. não sei se será das casas.
as casas apenas falam aquilo que os
poetas inventam nelas. todo o poema
é uma invenção.

desapareces e és somente miragem.
em breve regressarás a Silves e levarás
contigo a palavra imensa. o al-gharb
é mais do que o amor desejado. não sei
o que é o amor. talvez um néctar.

não quero que regresses a tempo da monda.
já parti. e levarei comigo o melhor de todo
o alentejo. que morreu ao pressentir o cair
da tua miragem. o teu amor, somente miragem.

aqui, tudo morre. tudo cai.

aqui, no alto do castelo
de beja, observando os campos sem fim.

Jorge Vicente

obrigado, e saudações sentidas a silves

Anónimo disse...

Tive pena que apenas nos tivéssemos cruzado no dia do Magusto... Ficará para uma próxima ocasião. Entretanto vamo-nos encontrando por aqui onde regresso sempre com prazer.
Helena