terça-feira, janeiro 16, 2007

Uma vida virtual com gente real

Esta imagem prova que o indivíduo que se apresenta de casaco preto, blue jeans, cachecol e gorro verde-oliva, e que dá pelo nome de Ibrahim Bates, sou eu, na minha vida virtual, mais exactamente em contexto virtual na Second Life.

A imagem foi obtida no momento em que assistia a um concerto ao vivo, para o qual fui convidado por um amigo virtual. Soa estranho, mas o concerto era mesmo ao vivo, com a presença em directo de um intérprete de música popular brasileira (MPB), a partir de um estúdio no mundo real, da mesma forma que eu assistia, no mundo real, a esse concerto de aspecto virtual, que é feito por gente, por trás de cada boneco que os representa.

Sim. Os meus amigos, pois já tenho amigos, no mundo virtual da Second Life, são tão reais quanto os amigos com quem contacto através deste blog.
Haverá quem não tenha amigos que não conhece pessoalmente neste mundo da blogosfera? Haverá quem não tenha feito amizades reais com gente que conheceu aqui?
Pois eu, desde a época de final do ano, já tenho amigos reais neste outro mundo - o da Second Life.
E as afinidades que descortinámos na troca de conversas e nos locais que frequentámos aproximaram-nos, da mesma forma como acontece na vida real.

Deixem-me dizer-vos de um local muito calmo, descontraído, sobre o mar, onde se ouve música e se pode dançar. Entabula-se conversa com uns e outros. Uns continuam a conversar, outros afastam-se, há novos que chegam. A certa altura restavam quatro: uma espanhola, um siciliano, um grego e eu. Afinidades mediterrânicas na música, sim, mas também no queijo, no vinho, nas azeitonas, no pão, e nesta partilha de afectos que tão bem sabemos conjugar.
Experimentem!

5 comentários:

Anónimo disse...

Uma porta entre(a)berta é sempre um convite tentador, sobretudo quando através dela se vislumbra um jardim (do Éden?). No entanto, a perspectiva a 3D e todo aquele universalismo ainda assustam as pessoas habituadas a 1D: imagine se, passeando por entre tão exuberante vegetação, em vez de Liden Lab damos de caras com Bin Ladel?
Por enquanto serão suficientes as "open sources" de Al-Muthamid que, apesar de decepadas, graças a Alá e à natureza da sua estrutura, não se encerram, continuando expostas, num ambiente também já cosmopolita, e muito fotografado por Ibrahim Bates, cuja atenção só despertou após alguns consertos.

Anónimo disse...

Fiquei com curiosidade - preciso de tempo!

Anónimo disse...

E então, Helena?
Também gosto dos seus alicerces!

Ju Polimeno/Julian Vesta disse...

Foi um prazer recebê-lo em minha "casa virtual", Ibrahim/Antonio. Volte qdo quiser, pois a casa está aberta! Abraços.

António Baeta disse...

Julian Vesta é o artista brasileiro que deu o primeiro concerto ao vivo a que assisti na Second Life e a que me refiro no post acima.
Encontrámo-nos ontem noutro concerto ao vivo e conversámos. Teve a amabilidade de visitar este blog e deixar este comentário amistoso.
Obrigado Julian e Ju.