quinta-feira, junho 01, 2006

Saudando Junho e a serra algarvia

Flores da esteva, Março 2006, © António Baeta Oliveira
  • A flor da esteva

    Para mim a esteva é sobretudo o cheiro:
    a resina a esforço suado
                                                        para romper
    das entranhas do monte até acima
    vencendo a terra adversa
                                                      quase só
    xisto
                até desfraldar a branca bandeira
    do seu cântico
                                          do seu cândido espanto
    de viver

Teresa Rita Lopes
ALGARVE todo o mar
(Colectânea)
Publicações D. Quixote, Lisboa 2005

6 comentários:

Torquato da Luz disse...

Excelente texto de Teresa Rita Lopes, com a tua não menos excelente foto. Tenho de passar pela nossa serra um dia destes, não vá perder mais uma vez a festa das estevas floridas.

António Baeta disse...

Agora já tens o meu número de telefone. Quero ir contigo.
Um abraço.

fernanda s.m. disse...

Gostei muito desta poesia à simples, mas forte, flor da esteva. Senti o cheiro, aqui tão longe ..; cheiro que sempre me revigorou, tantas vezes sentido "in loco". A memória não esquece ! Por vezes, quando aqui chega um vento forte, vindo de sudeste, respiro longamente, numa evasão, e murmuro." Cheiro bom das estevas".Espanto-me com o riso das pessoas. Não vale a pena explicar-lhes: ou se viveu e sabe-se, caso contrário, a memória não existe.Parabéns pela foto e pela escolha do texto.
Abraço.

António Baeta disse...

O que me contou, Fernanda, também me cheirou a estevas.

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Deixo um beijo e votos de um bom fim de semana

Anónimo disse...

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