sexta-feira, dezembro 05, 2003

Para compreender o Islão (II)

Na sequência do meu post de ontem e satisfazendo algumas curiosidades que me foram manifestadas, deixo-vos estas imagens de uma moeda (frente e verso), cunhada em Silves no período almoada (Na primeira imagem (frente), no canto inferior esquerdo, é possível identificar o topónimo XELB, Silves em árabe),


com indicação do site de onde foram retiradas e onde consta uma breve história deste período, ao tempo de Ibn Qasi, de Silves.

Sugiro ainda uma visita pelo Legado Andalusí.

Finalizando, uma recomendação muito especial: Portugal Islâmico (Os últimos sinais do Mediterrâneo), uma publicação do Museu Nacional de Arqueologia, mais exactamente o catálogo de uma exposição com o mesmo título, coordenada por Santiago Macias e Cláudio Torres. (ISBN 972-776-000-7)

Por hoje chega.

3 comentários:

RS disse...

Sempre um prazer, o Blogal. O Cerveira Pinto, um dos bloggers d'A Sombra que não publica nada (qualquer dia faço-lhes um ultimato), está a fazer uma tese sobre a influência muçulmana em Portugal, nomeadamente na zona de Cinfães do Douro, e sempre que estou com ele aproveita para "rever" as suas notas. Cláudio Torres é uma das suas referências.
(aproveito para agradecer, tardiamente, pois só agora o vi, o comentário que deixaste no CpI a 28Nov - um abraço!)

Manuel Ramos disse...

Reitero as recomendações do António para o catálogo da exposição Portugal Islâmico e para o Legado Andalusi, um projecto espanhol que, em parte, está morto. Por razões totalmente contrárias, não recomendo o site em que se reproduzem as moedas, uma verdadeira confusão do ponto de vista histórico e cronológico, assim como de protagonistas. Problemas para os que só consultam uma parte das fontes, neste caso as muçulmanas, que sempre pensaram que foi Afonso Henriques (e não o seu filho Sancho) que em 1189 lhes tomou Silves. Nesta data, já o nosso Ibn Qâsi fazia tijolo há muito, pois morreu na década de 50 do séc. XII.O que não invalida que as moedas possam até ter sido cunhadas por si (como aliás aconteceu em Mértola) tão interessado esteve, em certa altura, em agradar os Almôadas.

António Baeta disse...

Confirmo os comentários do Manuel a propósito do site das moedas. Há efectivamente uma série de confusões com as datas, os protagonistas e as considerações a seu propósito, contudo, os episódios narrados, por si, estão correctos. Aliás, a minha referência ao site não passa de uma mera indicação de proveniência das imagens; os erros com as datas e os protagonistas são evidentes.