sexta-feira, maio 12, 2006

Na rota do Al-Ândalus


Regressei de onde sempre estive.
Para além do teor formal das comunicações dos especialistas e das visitas especializadas, o encontro dos afectos e das sensibilidades: de portugueses, espanhóis e marroquinos; de muçulmanos, cristãos, judeus ou sem religião; dos que se expressavam em português, em castelhano, em francês, em árabe, em hebraico, em dialectos berberes ou judeo-marroquinos.
No meio de tanta diferenciação, o seio de uma civilização comum, a vontade e a urgência de um diálogo sobre o que nos identifica e que se manifestou na amizade que soubemos construir.

P.S.
O meu obrigado a EmocionalTur pela transcrição e referência.

19 comentários:

Torquato da Luz disse...

É sempre bom regressar de onde sempre se esteve. E afirmá-lo como tu sabes. Aquele abraço, Toy.

António Baeta disse...

Devolvo-te o abraço que nunca desfizemos.

hfm disse...

"No meio de tanta diferenciação, o seio de uma civilização comum, a vontade e a urgência de um diálogo sobre o que nos identifica e que se manifestou na amizade que soubemos construir."

Se os povos soubessem fazer isto como o mundo seria diferente!

Nos dias que correm é bom ler palavras como estas.

Um abraço

António Baeta disse...

Compreendes bem a urgência da construção de pontes que liguem os povos do Mediterrâneo.
Um abraço, Helena.

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Bjx e bom fim de semana

Rosmaninho disse...

Bom Dia!

"O encontro dos afectos e das sensibilidades..." não necessita de especialistas... permanece para além...de tudo.

Um beijo

António Baeta disse...

Se bem que os afectos também gerem desafectações e, por vezes, se encontrem pessoas demasiado sensíveis. :-)
Um beijinho.

ailéh disse...

António
ainda bem que regressou... estava com saudades... a ilha do silêncio já estava a deixar um silêncio pesado.

um beijo

António Baeta disse...

Aqui deixo-te um beijo, no Sonhoasul, deixei-te os meus parabéns.

melchom disse...

e assim se vão tecendo as teias de uma cumplicidade criada fora do tempo e dos espaços ... a cumplicidade do SER

... todavia, sê bem vindo ao reino dos mortais ( onde nunca estiveste e de onde nunca partiste ) ... ficando com a aragem do deserto
... agreste

fernanda s.m. disse...

« Regressei de onde sempre estive. »

Uma frase que muito diz e que sinto muito profunda. Há sítios que são assim : em parte incerta, estamos sempre neles, mesmo que, fisicamente, muito distantes. Pertencem-nos e nós a eles. Também penso que, se preservamos esta "vontade e a urgência de um diálogo sobre o que nos identifica e que se manifestou na amizade que soubemos construir.", porque é tão difícil o entendimento entre povos e culturas ? Será que o sabor da vida está na dificuldade ? Bom, gostei de o saber por cá...na esperança de ler relatórios das impressões.
Grande abraço,
fernanda.

aldo disse...

Olá caro amigo, espero que faça boa viagem e que quando voltar dê uma espreitadela em vidasobrerodas.blogs.sapo.pt
Um abraço!
Aldo alex

António Baeta disse...

Melchom
Seu diabinho irrequieto, que não se queda num só blog, aqui estou, com a aragem do deserto.
Obrigado pela visita, que sempre estimo.

António Baeta disse...

Fernanda
Apaguei algo que tinha escrito sobre a perturbação que se introduz no diálogo entre as religiões que têm como princípio a expansão da sua fé, a "evangelização".
Agora reescrevi, sumariamente.
Não acha que quando se tem o dever do apostolado se está sempre a tentar "levar a sua avante", por obrigação de fé?
Creio que este é um problema das religiões do "Livro".

António Baeta disse...

Aldo
Já te respondi noutro local. Andaste para aqui a espalhar mensagens.
Um abraço.

APOBO disse...

Salam Halik, caríssimo

Apenas para dizer que este (belíssimo) texto relembra a nossa herança do al-Ândalus... Uma civilização que teve o seu expoente na interacção multicultural de diversos povos, culturas e religiões. Recordo as palavras de um neo-muçulmano de Córdova que me dizia: "Eu não defendo a tolerância, porque isso é já uma forma de ser xenófobo... Eu defendo a mestiçagem. É assim que entendo a herança do al-Ândalus."
Até breve
Cerveira Pinto

António Baeta disse...

Obrigado pelas suas palavras, Cerveira Pinto.
Um abraço.

Clitie disse...

Que linda foto! De certeza que terás contigo imagens lindas, daquelas que guardamos no pensamento porque nenhuma máquina consegue capturar.

Bjks e boa semana.

António Baeta disse...

As máquinas captam o que os nossos olhos vêem através da objectiva e normalmente segundo uma perspectiva que os nossos olhos não conseguem configurar. Tiramos fotografias precisamente para guardarmos essas imagens.
Se as guardasse no pensamento já as teria esquecido há muito, Clitie.