sexta-feira, abril 23, 2004

A Liberdade e a Democracia não existem por si

Como muito provavelmente não comunicarei mais convosco antes do 25 de Abril, quero dizer-vos que a Liberdade e a Democracia não são conceitos estáticos, nem sequer tão definitivos quanto a sua escrita com maiúscula, como num nome próprio, quer significar.
Há liberdades, pelas quais lutamos hoje, que nem sequer foram sonhadas pelos nossos antepassados e outras mais que nem imaginamos, que serão motivo de luta pelos nossos vindouros.

Já não há "lápis azul", a impedir a informação e o conhecimento, mas os meios de comunicação de hoje debitam uma tal profusão informativa, que é cada vez mais necessário saber filtrá-la e interpretá-la.
A liberdade passa pela capacidade crítica e pela sua afirmação, e a democracia alimenta-se da pluralidade e da sua prática.
Há que desconfiar do poder; de qualquer poder.

A realidade não é o que parece. Façamos por viver os nossos sonhos, as nossas utopias!

3 comentários:

Sara Xavier disse...

"Há que desconfiar do poder; de qualquer poder.

A realidade não é o que parece. Façamos por viver os nossos sonhos, as nossas utopias!

António, como gostei deste "post"!

Da 1ª afirmação realista passamos para o campo da esperança através do sonho e da utopia.

Obrigada por ele.

Um abraço

FV disse...

Também gostei. Percebo bem o que queres dizer nomeadamente com a questão da «profusão informativa».
Quanto às utopias, basta continuarmos com disponibilidade para pensar o futuro. Ela estará sempre presente.

António Baeta disse...

"Façamos por viver os nossos sonhos, as nossas utopias" não consiste propriamente em manter "disponibilidade para pensar o futuro", mas fazer por vivê-los no presente.
Concorda?