quarta-feira, outubro 13, 2004

Serra da Estrela

Manteigas, Outubro 2004, © António Baeta OliveiraDe Manteigas registo o cabrito ou o borrego (só por encomenda) que não pude comer, apesar da sugestão do meu amigo Manuel, daqui natural. Prendeu-me, no entanto, a agradável toalha de linho sobre a mesa e a bem cuidada paisagem que se avistava da janela e que não voltei a reconhecer no caminho que me levou à Torre.
Sei que não é esta a melhor ocasião, mas achei a serra mal tratada, abandonada mesmo e confrontei-me com uma oferta turística quase inexistente, um comércio de produtos ditos regionais de aspecto manhoso e pouco agradável.
Salva-se a majestade natural da serra a perder de vista, a encher o olhar e a transbordar para a "alma".

Termino assim esta série de transcrições do meu Moleskine, onde registei as memórias desta viagem à Covilhã e arredores.
Ah! Covilhã: mais estudantes, mais gente, mais carros caros, mais obras, mais "patos-bravos".

Nota: Clicando sobre a imagem terá acesso a uma foto da paisagem que se avista dessa mesma janela.


2 comentários:

manuel a. domingos disse...

Como eu te entendo, António. Fica triste quando soube que era só por encomenda. Como é que uma terra quer assim, dessa maneira, promover a sua cultura, o que de melhor tem para dar?
Um abraço, e aparece quando quiseres. E, da próxima vez, comeremos cabrito ou borrego.

helena hilário disse...

Pois é...e até quando nos deixarão ver a magestade da serra?...
Eu morava no campo; agora fizeram-me um parque de merendas à porta: bancos de xisto, granito amarelo, granito azul, candeeiros de chão, de pé e de sei lá mais o quê, tudo numa área 10 vezes menor do que seria desejável para suportar tanto e tão diverso material. Os "Patos bravos" já chegaram ao poder...