terça-feira, outubro 19, 2004

Fruir a Cidade (II)

O título já aqui foi usado, em Agosto de 2003, a propósito, entre outras coisas, da impraticabilidade da fruição das margens do rio a montante da "ponte nova", já porque os proprietários dos terrenos junto às margens impedem o seu acesso e ainda porque os canaviais ali crescem selvaticamente impedindo até o simples desfrute do olhar.
Qual não foi o meu espanto e a minha alegria ao avistar na passada terça-feira (12 de Outubro) este troço do rio e as suas duas margens limpas como nunca antes a minha memória guarda registo, desde meados dos anos 60 e da construção da avenida junto ao rio.
Como foi bom ver de novo o lençol de água sob a velha pérgula e a antiga nora, junto à palmeira, na "Horta da Menina"! Que prazer, o de percorrer o olhar rio acima, como não fazia há tanto tempo atrás!
Silves, Outubro 2004, © António Baeta Oliveira
Não soube a quem coube a iniciativa (suponho que à Câmara Municipal), mas agradeço a restituição deste braço de rio à fruição do meu olhar. Quem sabe se um dia me será permitido percorrer a margem esquerda e voltar de novo à Levada, dos saudosos banhos de toda a rapaziada da minha geração.
Não duvido de que Silves seria mais rica, agora que também se propõe toda uma revitalização das margens a jusante, para lá da "ponte velha".


2 comentários:

manuel a. domingos disse...

já era altura! do tempo que aí estive, o que mais me interrogava era o estado a que as margens do rio tinham chegado. não entendia como, numa cidade onde um grande placard anuncia o projecto Polis, o rio podia ser tão mal tratado, principalmente quando outrora foi uma das principais vias de comunicação da cidade. fico contente pela atitude tomada.

Maria Luiza Anselmo disse...

Linda é a tua descrição de parte do nosso belo rio e suas margens e o que deles invocas. E é convite a olhar, a saber olhar a beleza que nos rodeia.Que a respeitemos e amemos!