quarta-feira, abril 27, 2005

A poesia serve-se fria!

Da antologia "A Poesia serve-se fria!", lançada por altura da II Bienal de Poesia de Silves - "Silves, capital da palavra ardente" - transcrevo um poema:

  • Algarve

    Os árabes te deram a brancura.
    Algarve branco e grave
    no exercício do sal.

    Os árabes te puseram a brancura no nome
    e assim permaneceste branco e árabe
    nas ranhuras da cal.

    Por Ocidente foste designado,
    a praia mais longínqua, terra
    estranha que habita em Portugal.

Manuel Simões
A poesia serve-se fria!
Câmara Municipal de Silves, Silves 2005


1 comentário:

purykura disse...

Neste caso serve-se quente...
Hum...
Que saudades tenho do Algarve; da serra, da praia e do cheiro a verde. E só passou uma semana desde a minha última visita!