quinta-feira, março 31, 2005

Van Gogh


Ontem (entre as 13 e as 14 horas, tempo em que me pude disponibilizar), apesar da melhor das minhas intenções, o BLOGGER não permitiu que eu me associasse às comemorações do aniversário do nascimento de Van Goog(h)le.
Mais vale tarde do que nunca, sempre ouvi dizer.

Mas o que realmente me vai incomodar hoje, 31 de Março, é a exposição pública, em tribunal, de mais duas mulheres, desta vez em Setúbal, acusadas da prática do aborto, só porque a lei ainda funciona apesar de ninguém acreditar na sua aplicação. É esta a hipocrisia de uma sociedade que se diz baseada no direito.

4 comentários:

Marco disse...

Partilho a tua revolta contra esta lei hipócrita.

António Baeta disse...

Marco
Em sintonia, mais uma vez.
Um abraço.

francisco disse...

Lamento não concordar com a opinião do Marco e, por arrastamento, com a do António, meu caro. Na minha modesta opinião, parece-me abusivo classificar-se de "hipócrita" uma lei discutida e aprovada por uma assembleia democrática, sem reservas do Tribunal Constitucional, homologada por um presidente eleito democraticamente. Nestas condições, uma lei pode ser discutível, mas é lei do país enquanto estiver em vigor, independentemente do juízo que cada um possa ter. É isto que define um estado de Direito.
Gostaria de abordar o problema que está subjacente aos comentários insertos neste "post" mas receio que não seja este o espaço para o fazer. fcr.

António Baeta disse...

Francisco
Não levo a acusação tão longe quanto argumenta. A hipocrisia reside no fazer de conta, no fingimento de uma lei que existe e se não aplica.