quinta-feira, setembro 28, 2006

A História de Silves em Medalhas (XII)

  • História de Silves - 11
    Câmara Municipal

    Os "Homens Bons" de Silves reuniram, antes das Cortes de Santarém de 1383, na "Torre do Concelho", possivelmente a edificação, almoada, que protegia a Porta de Loulé ou da Almedina. Este dispositivo defensivo terá sido adaptado a sede da Câmara depois de D. Afonso III ter concedido foral à cidade (1266) e ostenta, sobre a porta, um escudo da 1ª dinastia. Perto encontravam-se o Pelourinho e a Cadeia. Um novo edifício inaugurado em 1891, cuja arquitectura interior oferece alusões neo-árabes e onde se encontra instalada a Câmara, foi mandado construir pelo industrial Salvador Gomes Vilarinho.


4 comentários:

manuel castelo ramos disse...

Não querendo passar por revisor destes textos (que não são da autoria do bloguista), não gosto contudo (até pela minha formação) que fique sem contraditório, o que são erros históricos que, não havendo quem os contradiga, possam tornar-se "históricos". Duas correcções ao texto da medalha, cujo autor desconheço:
1. O escudo sobre a porta da torre almoada que com propriedade deverá ser só chamada Porta da Almedina (ou Medina ou da Cidade) é de Afonso V (2ª dinastia). Tem a curiosidade de juntar os símbolos reais com pormenores decorativos que este rei usava à imagem da ponte da cidade, o que faz dele um caso heráldico raro. A data da sua implantação no local poderá até ser 1471, aquando da chegada a Silves do rei vitorioso em Arzila (Tânger e Larache)e se concluíam as obras na ponte, conforme se confirma pelas declarações dos Capítulos das Cortes de 1473.
2. As obras da nova câmara são da responsabilidade, não de Salvador Vilarinho, mas sim do industrial Gregório Nunes Mascarenhas, presidente da Câmara por essa altura em duas ocasiões. O projecto poderá mesmo ter o seu toque pessoal, como aconteceu na fábrica de cortiça (do Inglês), em cujo arquivo existem os documentos de encomenda das colunas de ferro fundido que sustentam o átrio (claustro) central coroado em clarabóia.

António Baeta disse...

Obrigado, Manuel.
Esperava por este teu comentário. Não seria correcto estar eu a colocar as medalhas e a criticar pormenores do texto; além do mais faltava-me autoridade académica para fazê-lo.

Anónimo disse...

CARO TÓY !
NUMA CIDADE POLI(S)-TRAUMATIZADA PELAS OBRAS,CUJO FIM :"NICKLES-BATATÓIDES , "VALHAM-NOS OS TEUS ESCRITOS E OS DO MAN'EL RAMOS P'R'ÁNIMAR A MALTA ... SARAVÁ ! UM ABRAÇO PARA OS DOIS
JOÃO CARRREIRA

manuel castelo ramos disse...

Qual autoridade académica, qual quê? Pura curiosidade de quem sempre foi um "rato de arquivo", e não só, porque isso não chega. Não chega porque a História, sobretudo a Local, é como uma paixão: aprende-se a ler pelas "pedras" e pelas pessoas.
E obrigado João Carreira!