sexta-feira, outubro 27, 2006

Ao jeito de um fotoblog (II)

No cais, sobre o Arade, Silves 2005, © António Baeta Oliveira


  • já pouco me prende aqui
    já aqui pouco se prende
    amar
    ras neste cais

    os tresmalhados
    turistas
    em busca do tempo perdido.

P.S.
Como anda por aí grande afã em torno dos direitos de autor, que sempre tenho feito por respeitar, convém especificar que a estrofe "em busca do tempo perdido", corresponde a algumas traduções do famoso título "À la recherche du temps perdu", de Marcel Proust. Usei-a com perfeita consciência, pois era isso mesmo que eu queria significar.

7 comentários:

hfm disse...

O preto e branco da fotografia leva-nos nessa busca de amarras. Belo, António. E a contensão das palavras - o teu tempo.

Anónimo disse...

O tempo passa, a vida esmorece, mas…

No compasso lento das horas
Numa corrida contra o tempo
Marco presença mesmo
Que seja só para desejar
BOM FIM DE SEMANA!!!

Beijos
Nadir

Fernanda s.m. disse...

Usou e fez muito bem... Todos nós, turistas, muitas vezes, dentro de nossas próprias almas/cidades, outra coisa não fazemos que andar "à la recherche du temps perdu", não acha ? E não será Proust que virá exigir esses direitos de autor, certamente. Ele, prisioneiro da sua eterna "recherche"
Gostei muito da poesia, e muito também da bela foto.
abraço,
fsm

Anónimo disse...

interessante este "arrisquei um poema"
a quebra em amar/ras é intencional? Humm risco acrescido. tb interessante "usei-a com perfeita consciência, pois era isso que eu queria significar". Gostei, uma supresa agradável, e agradável é o diálogo com a foto.

abraço

Luis

firmina12 disse...

é sempre bom pôr os pontos nos is

Portrait disse...

Agradeço a vossa visita em meu blog...esteja a vontade para voltar quando quiser...

Abraços

António Baeta disse...

Helena, Nadir, Fernanda, Luís, Firmina, "Portrait", obrigado pelas visitas e comentários.