quarta-feira, outubro 11, 2006

Viver na beira-mar

É ainda Fiama quem diz:

  • Viver na Beira-Mar

    Nunca o mar foi tão ávido
    quanto a minha boca. Era eu
    quem o bebia. Quando o mar
    no horizonte desaparecia e a areia férvida
    não tinha fim sob as passadas,
    e o caos se harmonizava enfim
    com a ordem, eu
    havia convulsivamente
    e tão serena bebido o mar.

Fiama Hasse Pais Brandão
ECOS
OBRA BREVE
Assírio & Alvim, Lisboa 2006

4 comentários:

hfm disse...

De volta e encontrando aqui poesia, será preciso mais?
Um abraço

António Baeta disse...

Bom retorno.
Outro abraço.

Anónimo disse...

vim beber da beleza que sei que aqui está sempre patente.
beijos e bom fim de semana

António Baeta disse...

Um beijo, Nadir.