quinta-feira, setembro 02, 2004

Ao encontro das raízes

Moinhos de Maré do Seixal, Agosto 2004, © António Baeta Oliveira

Sair ao encontro das raízes é também avistar o Mar da Palha e passear pela Margem Esquerda, da Piedade ao Seixal e ao Barreiro, para onde partiram, em ondas migratórias sucessivas, os operários corticeiros que um dia construíram esta Silves industrial de que só restam muros e quintais de fábricas abandonadas, topónimos que soam a gente endinheirada, com Mascarenhas e Vilarinhos, ou de gente indiscriminada, com operários e corticeiros, edifícios que se degradam e entristecem feitos blocos, anónimos, de apartamentos, e que rara, mas exemplarmente, vão merecendo a sorte de um restauro ou de uma requalificação.

Seixal, Agosto 2004, © António Baeta Oliveira

O mesmo se passa aqui neste mar quedo de destroços de uma sociedade que morreu, esquecida nas traseiras dos novos bairros, e de que só ficaram os mais velhos, a nostalgia e os escombros, e a lembrarão os museus e a História.


1 comentário:

eduardo disse...

Andaste por aqui e não disseste nada, seu malandro. :-)