segunda-feira, setembro 13, 2004

Sophia, em Setembro

O "JL" acaba de editar, numa selecção de José Carlos Vasconcelos, "Cem poemas de Sophia".

    • Dionysos

      Entre as árvores escuras e caladas
      O céu vermelho arde,
      E nascido da secreta cor da tarde
      Dionysos passa na poeira das estradas.

      A abundância dos frutos de Setembro
      Habita a sua face e cada membro
      Tem essa perfeição vermelha e plena,
      Essa glória ardente e serena
      Que distinguia os deuses dos mortais.



2 comentários:

eugênia disse...

Já devia ter vindo antes. Deparei-me com esse poema belíssimo de Sophia e com tudo o mais. E me interessa tudo o mais, por razões simples. Não sendo portuguesa, conheci Silves e fiquei encantada . E ainda pelas razões próprias da minha ascendência e do pouco conhecimento que tenho da poesia árabe. Foi um prazer vir. Agora preciso tempo para ir lendo mais. Até breve.:)

António Baeta disse...

Disponha, Eugênia!
É um prazer recebê-la nesta humilde casa.